quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

À espera


Será que fiz bem?
Perder tudo aquilo que sabia
E conhecia
Para ir à descoberta
Do desconhecido?

As mágoas ferem
Corrompem qualquer sentimento
Por mais belo que seja

A realidade?
Andava sufocada há muito tempo
Presa no campo magnético
De agradar e ser agradada
Presa ao conto de fadas
Que tinha criado
Mas… não tinha vivido
Agarrada às lutas do passado
Assoberbada pelo sentimento
Nutrido de outros tempos
Sentimento que vinha a desaparecer
Com o passar dos anos

À espera
Na contínua espera
Do teu passo
De uma promessa
A concretização de um sonho
Nunca antes imaginado
Há muito esperado

Acho que finalmente
Te consegui resolver em mim
Libertei-te!
E tu?

Amor


Os dias passam
As nuvens transformam-se
O dia torna-se noite
Impávida e serena
Permaneço
No mesmo lugar
No mesmo pensamento
Onde espero
Que o amor regresse

As lutas que travei
Não quero mais ganhar
As guerras que procurei
Não quero mais solucionar
Quero sim
A simplicidade
A tranquilidade
Do amor com vontade
Do amor com verdade

Depois de tudo
Outrora passado
Cresci
Tornei-me mais forte
E crente
Que o amor ainda existe
Que a solução ainda resiste
E que encontrarei
Quem vive

Prateleira dos achados


Espero por ti na calada da noite
Ansiosa por te ver
Por te ter em meus braços
E sentir o calor do teu corpo
Junto ao meu

Espero por ti durante o dia
Na ânsia de receber uma mensagem
Com um olá ou mesmo um smile
Mas a mesma tarda a chegar
E eu vejo as horas passar

Espero por ti mesmo quando não vês
Esperando que te lembres
Que eu estou aqui
Que faço parte da lista
Mas que sou humana e imperfeita

Espero por ti nos meus pensamentos
Lembrando como foi o aqui e ali
Dos beijos tímidos e roubados
Ao sabor do vento e do compasso
Que fiz questão em descobrir

Espero por ti sem motivo aparente
Espero apenas uma lembrança
De algo que foi diferente
E ficará para sempre guardado
Na prateleira dos achados

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

2011


Sei que há muito que não escrevo...sei que estou em falta comigo e contigo...mas também sei que 2010 não foi um ano fácil e que não recorri a ti muitas vezes, tal como devia, talvez para me ajudar mas não consegui desabafar...mas tenho a certeza que 2011 será melhor! Será um ano de novos começos e de novas oportunidades, de mudanças em mim e no tornear comigo e dos pensamentos. Sei que estaremos de novo juntas...sei que voltaremos a falar-nos mais constantemente até porque eu cresci, mudei e transformei-me e tu saberás!

Um beijo enorme com um sorriso contagiante de... até breve.

A ti


Os anos foram passando
As vontades foram mudando
O pensamento foi-se torneando
Mas agora consigo ver
Sentir e perceber
A tua presença
E sei…
Que estás cá
Que existes
Que me aceitas
E me conheces
E que se precisar
Tu afinal me ouves

A consciência…?
Já a tomei
Talvez porque tenha crescido
Talvez porque finalmente te entendi
Ou mesmo porque nunca foi preciso falar
Para saberes
Que preciso de ti

Estamos diferentes
Notaste?
Acreditas que nunca tinha percebido
Mas gosto imenso do teu sorriso
Por isso te escrevo
Apenas para te dizer:
Gosto de ti… papi

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Amizade


O Outono passa pela janela
As folhas caem deslumbrantes
Sob o rodopio do assobio
Elegantemente desalinhadas
De forma ou pavio

Cá dentro… às boas tardes
Acompanhadas por beijos
Junta-se o encontro
Das palavras e dos sorrisos
Entre amigos sem desvio

Lá fora… a natureza transforma-se
Cá dentro… a força constrói-se
Onde a ideia central ainda sem noção
Se atinge sem percepção
Deixando a emoção
O conhecimento e a valorização
Em cada convívio
Em cada vínculo
Da sua razão

A palavra chave para a amizade
É a união sem explicação
Onde o desconhecido
Se transforma em amigo
Dando lugar à relação
Sem qualquer prazo de duração
Que perdurará no coração


Poema dedicado à Turma Gestão de Marcas - 13 de Novembro de 2010

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Perguntas se te amo


Perguntas se te amo
Mas a resposta teima em sair
Não porque não o queira
Mas porque não sei

Será que se perdeu?
Se desviou do caminho?
Ou estará apenas adormecido
Bem no fundo deste vestido?

Peço-te para sair
Para fechares a porta detrás de mim
Que me dês espaço para descobrir
Para encontrar a razão
De ter perdido a emoção
O prazer de te descobrir
Bem perto do sentir

Continuas a insistir
Teimas em não partir
Continuas a vaguear na sombra
Do projectado
Esfriando o que resta
Do que existe
E do vivenciado

Querida EU


Querida EU,

À muito que não te escrevo. À muito que não falamos. Deixei-te de lado sem qualquer motivo aparente mas hoje e todos os dias falarei contigo nem que seja só para te desejar um Bom Dia ou dizer simplesmente… OLÁ! Não sei bem porque de alguma forma deixei de te querer ouvir ou simplesmente sentir, apenas sei que talvez isso fosse uma fase sem explicação lógica e racional (por enquanto). A boa notícia é que te quero de volta porque me preenches e me fazes sentir mais EU… estranho certo? :) Mas é a mais pura das verdades… sem ti EU não sou EU, falta-me um pedaço da minha essência… e acredita… que grande pedaço! Agora que de alguma forma te reencontrei (novamente, sim…porque fui-te perdendo ao longos dos tempos e reencontrando mais forte em cada momento) quero ser uma pessoa mais completa, feliz e consciente de quem sou! Quero voltar a ser como diz a Ilha: a Estrelinha que está de bem com a vida e com ela própria por ser quem é e não se subjugar a ninguém, bem ninguém não é bem assim :) mas pronto… Voltando ao que interessa… Aconteceu muita coisa neste ano 2010: objectivos de vida que foram alcançados, acontecimentos devastadores, momentos inesquecíveis, notícias radiosas, novidades fantásticas, alguns sorrisos e muitas lágrimas… mas isso também não é novidade porque estiveste lá, ao meu lado, mesmo eu não te querendo.

Sabes o que descobri? Descobri que apesar de gostar de manter a minha essência, nós crescemos e moldamos certas atitudes e por isso, por vezes, não nos conhecemos, não porque não sabemos quem somos mas porque tivemos essa alteração e não a interiorizámos. É verdade! Descobri que muitas vezes dou oportunidade aos outros mas a mim… esquecia-me que também preciso de oportunidades, de relevar e a dar a outra face quando é preciso. Descobri que muitas vezes o meu orgulho me molda a visão e os pensamentos e que não ouço a voz da razão ou do coração... sim, apesar de me considerar alguém que reage sempre com o coração, tomei consciência que muitas vezes não é o coração que fala mais alto mas sim o meu EU egoísta e orgulhoso que nem um animal emproado… é verdade… custou a admitir, custou a aceitar, custou a entender mas finalmente compreendo o que o meu porto de segurança sempre me tentou iluminar.

Eu sou um ser humano e não existem perfeições, podemos sempre tentar atingir o limiar mas não seremos sempre perfeitos pois é nas imperfeições que está a beleza, é nos pequenos detalhes da vida que nos sentimos realizados e sentimos o exponente máximo da felicidade… sempre disse e mantenho… a felicidade é apenas momentânea mas podemos sempre tentar fazer dessa momentaniedade algo constante e presente. É certo que bati bem fundo este ano (consciente e inconscientemente) mas também é certo que para sair do buraco tive de lutar, tive de me tentar manter à tona. Óbvio que nem sempre foi fácil e acredita que muitas vezes pensei que não iria conseguir mas aqui estou a escrever-te e a pedir-te que voltes a ser parte de mim como sempre o foste e serás!

Sim… eu sei… todos levamos o nosso próprio tempo, todos precisamos de caminhar e rumar por entre as escolhas que tomamos… eu levei o meu… seja ele pouco ou muito… é NOSSO e nada nos pode fazer caminhar mais rápido ou apressar dentro do percurso… NADA… apenas a nossa limitação psicológica é determinante neste processo pois é ela que nos ajuda ou nos destrói se assim o quisermos. Nem sempre é fácil… muitas vezes é duro… mas nada na vida é fácil e se o for não seremos os seres completos e felizes que merecemos ser. Sim... porque todos nós merecemos ser felizes… Eu sei que apesar de tudo devo ser feliz ou pelo menos tentar ser! Porque é a felicidade que nos dá ânimo, anos de vida, qualidade motora e psicológica para ultrapassarmos as falhas e os buracos em que muitas vezes nos encontramos e sentimos, tudo porque é um processo de reconhecimento interior. Temos de ser EU a falar e a escutar-nos com calma e espaço para o reconhecimento dos erros, como se fosse alguém a contar uma história e a ouvíssemos com toda a atenção, como uma interiorização ou como alguns chamam… a voz interior.

Pois é… eu não me estava a ouvir, não estava a conseguir falar comigo… ou melhor contigo :) … mas finalmente me apercebi, entendi que nem sempre estou certa e que muitas vezes não faço o melhor ou da melhor forma, seja comigo ou com os outros. Descobri que erro mais vezes do que pensava e que muitas vezes não estava aberta ou conscientemente aceite para receber as críticas construtivas que iriam sendo ofertadas por ti e outros para crescer enquanto pessoa e ser humano no caminho de melhorar e de me tornar numa pessoa melhor… no caminho para atingir a mudança que precisava.

Hoje sei que cresci e que estou no bom caminho para me tornar numa pessoa melhor e atingir um objectivo de longa data… de ajudar alguém e de ser um mecanismo motivador para a mudança global.

Hoje sei e sinto que um dia ainda o vou conseguir (se bem que ao longo da vida tenho consciência que ajudei sempre alguém tal como também magoei e muito). Um dia irei olhar e verificar que tudo o que sempre sonhei está concretizado ou prestes a se concretizar… pode não ser nesta vida… mas esta vida será um marco neste sentido!

E por isso decidi dar uma nova oportunidade a mim e agora sim consciente dos erros cometidos comigo e com os outros! Agora sim… estou no caminho para me encontrar e reencontrar!

E por isso te digo… volta e ajuda-me a sentir mais completa e humana!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Vi


Dizes-me:
Vi no teu olhar
A transpiração da raiva
O consumo do ódio
A frieza transmitida
Sem qualquer soluço
Ou sinal de compaixão
No gélido momento
Enaltecido…

Teus olhos
Pequenos espelhos
De verdade exuberante
Monstruosamente ficaram
A apoderar-se
De mim…

Teu rosto
Expressivo e sem rodeios
Depressa se avantajou
E transformou
Na máscara
Que se apoderou

Tua força
Estranhamente conhecida
De poder sem rebelião
Encarnou
Sem licença
O papel de uma vida

Agora sim
Conheço-te sem fim
Porque a perfeição
Não existe em mim

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Ter razão ou não ter?


Sei que não tenho
Dom da palavra

Escrevo...

Na ânsia de proferir
O vazio nas mãos.

Estou cansada...

Dos tremores invisíveis das paredes
Das lamentações mudas do som
Da luz semipresente em nós.

Gostava de ser inteligente...

Proferir todas as entoações
Todos os pensamentos soterrados
Para te fazer ver
O que não estás a ouvir.

Escolhas!?...

Essas são difíceis
Observa cada sinal
Constante da evidência.

Porque o que te falta?...
È a tua essência

Ter razão ou não ter?
Algo fundamental?
Neste espaço...
Neste quadrado...
Parece ser!

Porque os sons
Das consoantes
Não se fazem ouvir...

Os destemidos gritos
Abafados
Conseguem-se sentir

Estampados no leito
Do presente

terça-feira, 1 de junho de 2010

Carmen Castro

Consigo ser mãe mesmo sem ser
Aguardar a minha vez
Rindo de felicidade quando ouço quem gosto
Mesmo estando triste
Eu sei quem sou
Não o escondo

Consigo ser feliz
Amando quem me ama
Sabendo que quando venço a etapa
Torno-me mais completa
Rindo de mim
Oh vida... estou viva!

P.S - Poema dedicado à minha amiga Carmen Castro

Querer Sonhar


Quem diria o sol viria-me beijar
E que as estrelas do céu
Brilhariam no meu olhar
E não quero acordar
Tenho medo de deixar de sonhar

O sonho acabou, a realidade começou
Ponho os pés no chão
Dou vitória à razão
E não quero acordar
Tenho medo de deixar de sonhar

Quem diria o sol viria-me beijar
E que as estrelas do céu
Brilhariam no meu olhar
E não quero acordar...

Tenho um sorriso no coração
E tenho uma certa paz
Que me satisfaz
E tenho memórias de momentos
Que ficaram lá atrás
E não quero acordar
Tenho medo de deixar de sonhar

Letra e música da Sara Tavares

sábado, 17 de abril de 2010

Saudade


Já passou tanto tempo... mas ainda não consigo dizer nada! Quem sabe... daqui a mais algum tempo... entretanto ainda continuo aqui! Até já... com saudade... de ti... de escrever.

terça-feira, 16 de março de 2010