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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Sete

Sete.


Sete segundos. Sete minutos. Sete horas. Sete dias. Sete meses. Sete anos. Sete momentos.

Sete, o número.

Sete maravilhas. Sete sábios. Sete pecados. Sete virtudes. Sete cores. Sete mares. Sete colinas.

Sete, a perfeição.

Sete notas musicais. Sete artes. Sete mistérios. Sete portais. Sete arcanjos. Sete elementos.

Sete, chave do universo.



Sete.

Sete eu.

Sete tu.

Sete hoje.

Sete, o convívio.

Sete, o delírio.

Sete, tu em mim.


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Poema sem fim

Acordo do teu lado
O mundo sorri
Com uma beleza rara
Pura e brilhante
Estás aqui
Pertences a mim
Poema sem fim

Bom dia princesa
Ecoa deslumbrante
Premissa singular
Da noite distante
Quero-te para mim
Flor do jardim
És poema sem fim

Partilha do pão
Aconchego do lar
Olhar melado
Medo de razão
Agora estás aqui
Completas o mim
Poema sem fim

Partilha do momento
Aconchego do coração
Olhar singelo
Medo com razão
Amo-te porque sim
Somos flor do jardim
Poema sem fim

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Pensamento do dia


(Sintra)

Mais do que ansiosa pelo fim-de-semana
em pleno romance
a teu lado!

Se estiver a sonhar... não quero acordar!
Se é surreal... não quero voltar à realidade!
Se é momentâneo... quero o instante!
Quero viver... e merecer por nos ter!
Hoje. Agora. Quero ser!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Quando percebes?

Quando percebes…
O que és para mim?
Que é a ti que pertenço?
O que anseio de ti?
O que desejo de ti?
Que me perdi em ti?
Que és tu a minha vida?
Que é em ti que sou feliz?
Que o ter, querer e ser é em ti?
Que é a ti que me entrego sem objecção?
Que é em ti que vivo?
Que é em ti que sinto?
Que é contigo que quero adormecer?
Que é contigo que quero acordar?
Que é a ti que me apaixono?
Que é em ti que sonho?
Que é em ti que me vejo?
Que é a ti que amo?
Que és tu que me completas?
Que és tu que me alegras?
Que é em ti que moro?
Que és tu o meu futuro?
Que és tu o meu mundo?
Que és tu, apenas tu que persigo?
Que és tu em mim que existes?

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Diz-me

Diz-me amor, porque me encontraste?
E me perdi em ti?
Porque me atordoaste a vida?
Como me viciaste em ti?
Porque me enfeitiçaste?
E me revolucionaste?

Diz-me sorriso, porque me procuraste?
E me preenchi em ti?
Porque me mudaste a vida?
Como me alegraste em ti?
Porque me amarraste?
E me envolveste?

Diz-me paixão, porque me sonhaste?
E me completei em ti?
Porque me olhaste a vida?
Como me amaste em ti?
Porque me apaixonaste?
E me aprisionaste?

Diz-me mi vida, porque me seguiste?
E me agarrei em ti?
Porque me abrilhantaste a vida?
Como me vidraste em ti?
Porque me abraçaste?
E me fascinaste?

Diz-me dia, porque me fazes feliz em ti?
Diz-me noite, porque me pertences sem fim?

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Contigo Vivi


Quem iria imaginar
Que te poderia sonhar
Quem iria presumir
Que te poderia exprimir
Quem iria acordar
Meu lado sentir
Realidade a existir
Pra agora abraçar
Acordada viver
Sem esquecer
Que é ser
Ter e querer
Contigo
Comigo
No reboliço
Do compromisso
Onde me esperas
Sem aviso
No aguardo
Do quadro
Pago
Mas em branco
Porque eu existo
Sem existir
Porque eu insisto
Sem insistir
Em não perceber
A razão
Para a desilusão
Do refrear
Exaustão
Pura depreciação
Em negação
Mas contigo, não
Sem explicação
Sem definição
Apenas pura
Tentação
Louca
Sedutora
Inquestionável
Vibração
Para tamanha
Emoção
De prazer
De redenção
Que me deixo cair
Nos teus braços
Nos teus olhos
Nas tuas palavras
Sem me questionar
Se é verdade
Se devo assustar
Se devo gatinhar
Para te perder
Hoje, agora, amanhã
No silêncio
Do sentir
Para sempre partir
Sorrir
Saber: “Contigo vivi”      

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Senhor de mim

Caminho em saltos
A correr
Para te encontrar
Caminho descalça
A soletrar
A canção que na cabeça faz soar
A tua presença a ecoar
No sorriso difícil de ocultar

Sentado a ler
Estás tu
Como te abordar
No gentil covil
Oh senhor de mim

Tocou-te e sinto-me
Falo-te e ouço-me
Sonho-te e acordas-me
Agora estou aqui
Oh senhor de mim

No Amo.te sofá
De rosa a lilás
Palavras voam
E nascem maçãs
Do mais doce que há
Na peça de tetro
Os toques trocados
Nos recados viajados
Ao sabor do maracujá

Finjo que não vejo
Finjo que não me olhas
Finjo que estou a fingir
Mas sei que olho pra ti

Digo o que sou
Digo o que sinto
Digo que existo
Quero-te perto de mim
Agora sim
Volta-te
E olha o que sinto

Sentado a ler
Estás tu
Como te abordar
No gentil covil
Oh senhor de mim

Tocou-te e sinto-me
Falo-te e ouço-me
Sonho-te e acordas-me
Agora estou aqui
Oh senhor de mim

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Lar

Desprovida de sentimentos
Vagueio por entre a sombra dos pensamentos
Assolapada pela herança fragmentada
Dos baús chamados fachada
Onde me enterro
E não valho nada

Oh miúda pra onde vais?
Chega aqui, não vás
Vem tomar o teu lugar
Neste vale sombra
Chamado lar

Quem és tu? Voz veloz
Que te conheço na metade da noz
Embalando a conserva de todos nós
Hoje e agora, na ribeira da foz

Vazia por dentro
Desprovida de fingimento
Olhar sem lugar
Vagueia em salvamento
Cavalgando assolapada
Por entre o prado e o preto
Procurando o baú do encantamento
Aprisionado de empurrão
Na cela da solidão
Onde me encontro
Ou não

Oh miúda donde vens?
Chega aqui, parabéns
Vem tomar o meu lugar
Neste vale medo
Chamado lar

Quem és tu? Voz veloz
Que te conheço na metade da noz
Embalando a conserva de todos nós
Hoje e agora, na ribeira da foz

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Encontro Singular

Numa tarde sem igual
A inocência quebrada de forma desigual
Abandona a metáfora ficcional
E espalha o conto tradicional
Na paisagem perdida de tempos
Nos recantos do ser incompletos
Em que nada mais a oferecer
Do que aquilo que se pode ver 

Bebe mais um trago da essência de vida
Rouba mais um beijo do navio desprevenido
Aceita mais um carinho do corpo despido
Recebe mais um convite da inexistente dúvida
Aqui e agora
Ao sabor da maresia
Nos meus braços
As mentiras
Pequenas histórias vividas
Dos olhares nas entrelinhas
E de mãos dadas a passear
À beira-mar
Tu e eu
O encontro singular

Numa noite em especial
A construção de uma estrela confidencial
Juntos na varanda presidencial
Revivendo a bolha relacional
A procura da razão existencial
Para o rumo tomar
E a felicidade visitar
Um e outra vez sem requisitar

Brinda uma vez à ingénua loucura emocional
Foge uma vez da irresistível ternura perdida
Devolve uma vez a timidez na despedida
Oferece uma vez tua alma incondicional
Hoje e amanhã
Acto por ti protegido
No teu corpo
O abrigo
De memórias sentidas e vividas
No pensamento as entrelinhas
Para acreditar a confiar
À beira-mar
Tu e eu
O encontro singular

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Amiga Clandestina

Sou só amiga clandestina
Apenas uma menina
Pequena bailarina
Dançarina no tempo
Que o destino importunou
Violino de vida
Que sonho assassinou
Presença perdida
Sentida 
Procurada
Numa noite sem fim
Lembranças enfim
Quando penso em ti

Quero-te por perto mas fujo
Quero-te no meu abrigo mas empurro-te
Carinhos desfazem-se
Para me esquecer que me lembro de ti
Uma e outra vez nas noites sem fim
Em que me procuro e te encontro
No maestro desassossego do recontro

Sou só amiga clandestina
Apenas feminina
Pequena felina
Libertina do tempo
Que o figurino representou
Inquilino da vida
Que sonho patrocinou
Descrença pretendida
Pedida
Despedida
Numa noite confim
Vingança enfim
Quando passo sem ti

Quero-te por perto mas fujo
Quero-te no meu abrigo mas empurro-te
Carinhos desfazem-se
Para me esquecer que me lembro de ti
Uma e outra vez nas noites sem fim
Em que me procuro e te encontro
No maestro desassossego do recontro

Somos só amigos clandestinos
Porque o mundo é dos pequeninos

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Amar

Encontro-te a caminho e escondo-me com jeito
Atrás do pilar que me envolve o peito
Eu sei que fujo mas vou continuar
Meu amor, pra sempre amar

Olho pra ti… revejo-nos figura intensa nua e crua
Encontros perdidos no tempo e prazer
Nada parecia mudar a nossa rua de lua
Nascemos, perdemos porque amámos a correr  

Olha pra mim, encontra-te nos recantos do meu ser
O meu amor por ti vai além do que posso escrever 
Sim eu sei… é difícil entender
Mas… vem nos meus braços adormecer

Hoje é o dia em que te tenho por perto
Só existes tu e eu neste mundo deserto
Não quero ouvir, falar, sonhar
Meu amor, como é bom amar

Percorres o mundo e floresces no meu campo
Vagueias pelas encostas e viajas como relâmpago
Não sabes onde estás mas encontras a paz
Eu sei meu amor… não olhes pra trás

Olha pra mim, encontra-me nos recantos do teu ser
O meu amor por ti vai além do que posso descrever 
Sim eu sei… é difícil perceber
Mas… deixa-me nos teus braços amanhecer

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Sei

Sei que tens
Um dia pra dar
Sei que tens
Um dia pra amar
Sei que tens
Mas tu dizes que não

Caminho
Desprendida da emoção
Ao som da canção
Onde me encontras
Na esquina da inspiração
Sustendo a respiração
Pra com um beijo
Me casares
E me amares
Sem qualquer razão

Nasce Vida

Percorre o prazer
Da idade sem porquês
Rejeitando
A capacidade
De amar
Sem vaidade

Tropeça
No regresso
No sonho virado
Do avesso
Onde o descobrimento
É mais do que
Um progresso

E nasce vida
Da orgia destemida
De uma sociedade
Sem absoluta qualidade

A Simbolização

Hoje falámos de ti
Senhor
Percorremos os teus passos
Sentimos a luz
Da tua presença
Da tua imensidão
Chorámos
E orámos
E como orámos
Senhor
A ti
Ao teu amor
À tua graça

Hoje ouvimos a tua palavra
Senhor
Lemos e escutámos
E esmiuçámos
Casa passagem
Da tua palavra
Do teu percurso
Em direcção
À salvação
E orámos
Senhor
A ti
Ao teu amor

Hoje caminhei mais um passo
Ao teu encontro
Senhor
Resisti
E senti desconforto
Oh… como foi difícil
Senhor
E continua a ser
Mas abri o meu coração
Deixei-te entrar
E inundar-me
Com a tua paixão
Com o teu amor

Hoje sentimos-te
Senhor
Simbolizámos a vida
A comunhão
A tua imensidão
E sofremos
Oh… como sofremos
Senhor
Mas libertámo-nos
Senhor
E orámos
E como orámos
Senhor