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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Hoje não me apetece falar

Hoje não me apetece falar. O meu corpo aceita e retira-me a voz. Porque acho que se falasse hoje sairiam palavras muito doridas e sem alma. Porque se falasse, hoje ficaria sem razão. Porque se falasse, vazia ficaria sem qualquer explicação. Porque se falasse a existência adormecia. Porque se falasse os mesmos erros cometeria. Porque se falasse, hoje não seria mais do que a extensão da agressividade sentida. Porque se falasse a minha voz voltaria. Porque se falasse de mim me esquecia. Porque se falasse o rancor, mágoa, desilusão, voz ganharia. Porque se falasse o monstro das palavras faladas se ouvia. Porque se falasse o passado avassalaria. Porque se falasse, hoje eu partia e nunca mais voltaria. Porque se falasse tu finalmente desaparecias. Porque se falasse tu em mim terminas. Porque se falasse fechada ficaria e de mim nada conseguiria. Porque se falasse seria como água corrente que se esquiva dos buracos do caminho e continua o seu percurso sem voltar atrás. Porque se falasse tu não existirias. Porque se falasse, hoje me libertaria com lágrimas falaciosas de alegria mas não seriam pequenas cobardias apenas o retorno da máscara que tanto esforço destitui.

Hoje não me apetece falar. O meu corpo aceita e retira-me a voz. Hoje sim, percebi que cresci. Hoje sim, sei quem sou. Hoje sim, cumprimentei-me. Hoje sim, tomei consciência. Hoje sim, sei o que quero. Hoje sim, sei o que não quero. Hoje sim, sei que sou autora e actriz da história da minha vida. Hoje sim, sei que sou feliz.

Hoje não me apetece falar. O meu corpo aceita e retira-me a voz. Porque sim. Porque sou. Porque existo. Serás sempre e para sempre Sorriso de Lágrimas. Tatuado em cada recanto do teu ser. Seja hoje, amanhã ou depois serás TU. Aprende e sorri. Sorri sempre e sei que verás as coisas diferentes. Princesa da tua vida. Sorri quando tens de sorrir. Sorri quando tens de chorar. Sorri e serás melhor. Porque não existe nada mais eterno que o teu sorriso!

Hoje não me apetece falar. O meu corpo aceita e retira-me a voz. A alma? Essa ninguém ma tira nem mesmo que a queira. Porque eu sou eu e apenas eu! Sim… sou eu na maior da plenitude. Hoje eu descobri. Hoje eu senti!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Feliz em Mim

Adormeço. O toque singelo estremece o meu corpo tal como o toque sedoso de uma pétala a percorrer o mais ínfimo pormenor de prazer presenciado. Enclausurado na cela profunda da alma martirizada pela tortura da vida e acorrentada pelo sabor ácido do veneno injectado. Que não o partilhas. A palavra ecoa no espaço repleto de cores anestesiada pela áurea infantilizada de adolescência precoce. Desfribilhada ao anoitecer de parecer mútuo involuntário mas preciso que ganha vida mesmo sem a enternecer. Ao completar o ciclo da solene tranquilidade transportada pra almofada. Que o voluntarias. O olhar brilhante cúmplice da resposta e mafioso da pergunta que transporta a inocência da alma e eleva o céu ao patamar vertiginoso do algodão doce. Onde o carrossel espera pacientemente para que te sentes na chávena. Tal como cubo de açúcar transbordando o prazer da alegria. Que o rejubilas. O beijo que renasce como fénix das cinzas violado pelo prazer intenso das borboletas que sobrevoam o nirvana. Exaltação a gatinhar por entre as imensas senhoras memórias presentes. Sonhadoras e timidamente engradecidas pelo planar ensaboado a jasmim a brotar dos canteiros invisíveis. Que regas. O sonho adulto que protagonizas como presidente da congregação da emoção ordenando coordenação simplória ao lavrar as terras que caminhamos ao plantar. Enraizar expectativas plenas meninas envoltas em vida que atravessamos e nadamos até encontrar a razão do encontro destinatário. Que o escreves. A alma pura e liberta para se transformar e alimentar do verdadeiro e real sem descortinar o imaginário e mundano que nos abraça enquanto humanos pioneiros da razão do ser, ter e querer. História que conserva passado mas enaltece o presente e suspira com o futuro que nos pertence. Que o aplaudes. O amor prisioneiro em fuga que está agarrado completamente viciado e enlouquecido em tamanha alegria e esperança de viver em títulos e nomes dados por ti às coisas insignificantemente merecedoras de definição. O amor acorrentado mas teima constantemente em fugir largou o vício e encontrou coragem para se decidir. Que passo seguir. Acordo. Se tiver que doer que doa… mas desde que sejas feliz em mim.

“I won't go, I can't do it on my own, If this ain't love, then what is? I'm willing to take the risk” - ADELE

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Jus na Fonte

Fecho a porta do carro. Sigo em frente sem olhar para trás, sem olhar para ti, sem olhar para nós, sem olhar para o passado. Percorro o caminho anestesiada pela presença da existência humana e como cada pormenor afecta até o mais ínfimo descrente. Cada passo uma ideologia constrangedora de saberes e sabores nacionais e ficcionais que alimentam quem os consegue absorver na imensidão do ser e do vazio repleto de luz incandescente que nos assolapa a cada murmúrio teatral. Cada gesto uma compensação de algo inerentemente proporcional ao feito e feitio de quem éramos, somos e seremos com ou sem género, com ou sem capacidade para sentir o que de mais importante sustém a sanidade térrea do prazer descompensado em que a loucura se torna no aliado sem cúmplice a rastejar como peso morto ou vivo sem vivência ou explicação. Cada balanço uma libertação sem exagero de algo esquecido ou apenas adormecido no recôndito dos tempos perdidos ou marcados no ser, o ser que caminha junto a nós como alma ou bicho de estimação a quem queremos muito e também mal, a quem pedimos perdão e rimos... como falcão a planar o monte em busca do sim e do não. Cada olhar nova forma de expressão vincada sob o pretexto da razão com ou sem capacidade para a acidez do antigo ou novo a experimentar o corpo, saco preto jogado sobre o manto do prazer onde a existência ou falta dela faz de nós pequenos parasitas emocionalmente ou não perdidos na pandemia da experiência da previsão e sabor resumido a odor com ou sem dor. Cada detalhe projectado sob a forma de moda com ou sem nexo de estação onde temos a sensação de querermos ser sempre mais com ou sem solução para parecermos iguais cópias do mesmo significado ou sem ele como ratos no labirinto à procura da saída mais próxima para a perfeição acompanhada da ilusão de pertença pela mão tomando o controlo babilónico da erupção. Cada postura uma sugestão, um preliminar da natureza validado pela abstenção da maioria antagónica em regime de liberdade condicional apática ou não movimentada através dos escombros insignificantes da sociedade prisional insistindo coerentemente em viver ou sobreviver dentro de si, de cada um de nós eternos mercenários da vida que nada apressamos a não ser existir ou subsistir. Cada passo, gesto, balanço, olhar, detalhe, postura se incorpora na soltura ganha e perdida pelo tempo caminhado ao mesmo tempo perdido no desafio da existência pessoal social onde cada um de nós mergulha na diferença da raça imaginária que produz o sonho individual de conquistas e guerras desbravadas pelo negro da personalidade simultaneamente enriquecido na doçura da beleza sedutora torneando a fraqueza da mente em plenos nenúfares de orgia brilhante onde as ideias nascem e o paraíso se sente camuflado pela presença ensurdecedora da música intemporal… sobre a vida.

Abro a porta do carro. Morro para o dia. Ouço o mote. Jus na fonte. Que mergulhei.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Meu amor

Meu amor,
Sei que estes meses não tem sido fáceis para os dois mas a realidade é que talvez tenha sido mais difícil para mim… tal como dizias…. Estavas habituado a sobreviver e não a viver… e eu gosto tanto de viver!

Sim… sou eu a egoísta no meio disto tudo… mas tu também o és quando não entendes que também tens de fazer um esforço por mim, para fazer algo que eu releve. A realidade?? Contigo sinto que estou a ver a vida a passar ao lado… sinto que o que me inspirava, que me dava energia, que me fazia feliz… acabou e eu já não faço parte dessa bolha… Sei que talvez para ti não faça muito sentido mas a realidade é que aquilo que é a minha essência está a desvanecer devido às escolhas que tomei, devido ao facto de te ter colocado acima de mim (escolhas essas que fui eu que tomei e não te culpo por isso, culpo-me a mim por ser fraca e deixar sempre tudo nas mãos dos outros), devido ao facto de ter achado que o amor e uma cabana chegava para ser feliz… Sinceramente? Descobri, se calhar não da melhor forma e não muito cedo, que afinal eu não dou para esse estilo de estar na vida. Eu preciso de mais para me sentir completa, feliz, extasiada, inspirada, cativada, apaixonada…. Preciso de muito mais e tal como temos estado a vivenciar, tu não o consegues alcançar nem entender e por isso e por mais que te ame do fundo do coração não acho certo, nem correcto para comigo e para contigo continuar a manter esta nossa relação… que já nos trouxe muitos e muitos dissabores…. Porque no final o que realmente interessa é se somos felizes! Eu não o tenho sido e tu sabe-lo! Apesar de tu dizeres que tens sido também sei que sabes que não tens sido e que esta jornada em conjunto tem sido boa mas muito difícil.

Não que o difícil não seja bom, que o é e nós crescemos, mas a realidade é que esta nossa caminhada apenas tem sido positiva num aspecto…. Pelo facto de nos amar-mos tanto temos suportado tudo o que tem acontecido! Mas eu amor?? EU não consigo dar mais de mim neste momento porque eu perdi-me! E contigo a meu lado não me consigo encontrar porque a realidade é que não possuis a bagagem necessária para entrar no meu Mundo… que sei que é complexo, que é meu, que é demasiado às vezes fantasiado, mas é o Meu Mundo e tu não entendes, compreendes, nem queres saber! E eu preciso de voltar a reencontrar-me enquanto Sara e pessoa humana que sou porque tu conseguiste retirar para fora tudo de pior que existe em mim e eu perdi as forças para tentar tomar as rédeas.

Não estou a dizer que és tu o culpado mas talvez a tua missão neste momento da minha vida foi tornar-me numa pessoa mais consciencializada…. E foste tu que o conseguiste mas também conseguiste misturado com o meu inconsciente e consciente tornar-me em alguém que não conheço e que não anseio conhecer e fechar a sete chaves, percebes? Por mais que te ame não consigo neste momento dar-te o que necessitas porque perdi-me de mim própria e enquanto não me encontrar não te consigo dar mais nada a não ser o que tens experienciado.

Sinto-me presa e encurralada, como se alguém estivesse a viver a vida por mim e me tivesse aprisionado num castelo na torre mais alta para não voltar a sair… mas eu quero e preciso de me libertar percebes? E eu não o vou conseguir tendo-te do meu lado porque neste momento eu preciso apenas de mim e só de mim…. E apenas depende de mim conseguir sair e correr e enquanto eu estiver nesta jornada não consigo ter força nem capacidade para te carregar comigo. È egoísta?? È… eu sei! Mas eu preciso de mim agora mais do que nunca e preciso de redireccionar todas as minhas forças para mim e exclusivamente para mim porque afinal de contas o que quero e sempre desejo e desejarei é… ser feliz!

Escrevo

Escrevo enquanto houver perguntas sem resposta. Escrevo enquanto houver respostas com interrogações. Escrevo enquanto houver interrogações acompanhadas de exclamações. Escrevo enquanto houver exclamações aos trambolhões. Escrevo enquanto houver trambolhões casados com as negações. Escrevo enquanto houver negações cansadas das acusações. Escrevo enquanto houver acusações dignas de serem escritas. Escrevo enquanto houver escritas sentidas e vívidas. Escrevo enquanto houver vívidas ameaças à evolução do ser. Escrevo enquanto houver ser parecer sem transparecer os medos dos demais. Escrevo enquanto houver demais solto mas dentro viciados em mais. Escrevo enquanto houver mais subtraído ao feriado preso no corpo. Escrevo enquanto houver corpo enérgico mas inerte de ilusão. Escrevo enquanto houver ilusão a navegar pelos prados nas montanhas do pensamento. Escrevo enquanto houver pensamentos que transbordam emoção. Escrevo enquanto houver emoção com ou sem direcção. Escrevo enquanto houver direcção a seguir parar escolher mudar as vezes que achar que devo amar. Escrevo enquanto houver espaço para amar chorar espernear apaixonar vezes sem conta e conta sem vez. Escrevo enquanto houver vez de me fazer à vida de noite ou de dia. Escrevo enquanto houver dia em que pense em ti. Escrevo enquanto houver a quem chamar ti sem explicação ou com explicação sem entoação. Escrevo enquanto houver entoação das palavras e da música para tocar e enaltecer o coração. Escrevo enquanto houver coração a quem chamar a atenção. Escrevo enquanto houver atenção a quem dedicar um poema ou canção. Escrevo enquanto houver canção simbolizante da vida e do prazer de sonhar. Escrevo enquanto houver sonhos a concretizar realizar idealizar. Escrevo enquanto houver sonhos a partilhar. Escrevo enquanto houver partilha de alma. Escrevo enquanto ainda tiver alma e me doer. Escrevo enquanto houver dor e agasalho como a noite fria debaixo do carvalho. Escrevo enquanto houver carvalho a quem jurar namorar. Escrevo enquanto houver namoro sem retorno. Escrevo enquanto houver retorno das horas passadiças e tardias na ponte da lua. Escrevo enquanto houver lua a nascer de desejos enamorados momentos de pecado. Escrevo enquanto houver pecado a ser contado escrito lido falado sem olhar pro lado. Escrevo enquanto houver lado para onde me virar seja parede sol ou mar. Escrevo enquanto houver mar onde me refugiar ler sentir escrever por prazer. Escrevo enquanto houver prazer em escrever e escrever. Escrevo enquanto houver prazer no que estou a fazer. Escrevo enquanto houver prazer apenas pelo prazer. Escrevo enquanto houver perguntas que possuem respostas.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Uma tarde na praia do Castelo

Existirá algo melhor do que estar numa praia quase vazia, deitada na areia a ouvir um house e a ver o mar? Existirá alguma melhor forma de relaxamento que esta? Neste preciso momento creio que não! Nada conseguiria igualar a paz que encontro neste local onde tudo combina e a áurea me aquece. Nada conseguiria acompanhar este momento ímpar. Nada substituiria esta tarde bem acompanhada comigo mesma. Nada excepto se estivesse apaixonada e a pessoa estivesse a desfrutar desta tarde tanto como eu. Mas mesmo assim, pesando bem ambas as equações, como se de uma última jogada de xadrez se esteja a planear, nem mesmo acompanhada e de coração assolapado, batia esta tarde. Não sei porque me sinto completa, cheia e vazia, quente e fria, acordada e a sonhar por ver este imenso mar com a areia a acalmar. Sinto que não preciso de correr, voar ou nadar, apenas caminhar e passear nesta tarde de verão, ao sabor da música que me acolhe sem razão.

E foi precisamente a acabar de escrever estas palavras que começa ADELE com Someone like you e tudo se completa. Conhecer alguém que me deslumbre e me apaixone aos poucos é o que eu quero mas para isso eu tenho de primeiro conseguir livrar-me dos fantasmas do passado e de tudo o que eles acarretam e sei que é precisamente isso que estou a fazer para quando conhecer alguém que me arrebata em todos os sentidos e eu ser apenas dele e das memórias futuras e não me fazer acompanhar de sentimentos aos quais não lhe pertencem. Sei e acredito que ainda terei o meu conto de fadas, a minha história de amor que irá para sempre arrebatar a minha vida. Sei que sim… e quando a tiver… serei apenas eu, a Sara, uma miúda mulher que espera da vida algo mais do que ela sonha e que o seu propósito no mundo, a sua grande pegada na humanidade será grande.

Sara olha para ti de dentro para fora e não de fora para dentro. Continua o caminho que encontras-te para seres TU e segue-O! Lembra-te: vê sempre a vida com um enorme SORRISO, porque ele é e será sempre eterno!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Procuro-te

Procuro-te entre as horas passadas do dia mas não te encontro. Sinto-te perto mas longe de alcance. O que tens? É colocado constantemente nos pensamentos. Nada consegue responder.

Capítulo

“Tens de fechar esse capítulo da tua vida!” foi o que ouvi enquanto as lágrimas se soltavam para o rosto. De olhos inchados e voz a soluçar ouço as palavras proferidas de forma sábia e realista.

“Esquece! Tens de te libertar!” foi o rombo da bateria.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

COMER. ORAR. AMAR.

Acabo hoje de ler “COMER. ORAR. AMAR.” De Elizabeth Gilbert. Um livro que será para reler sempre que assim o entender pois tem tudo haver comigo, com a jornada em que me encontro. Elizabeth, a certa altura no livro, diz que existe sempre uma palavra que nos descreve tal como somos. Ponho-me a pensar qual será a minha. Uma certa noite a Carmen definiu-me como “ela é mesmo assim… espontânea! Adoro isso nela.” Durante algum tempo, enquanto lia o livro, dei comigo a relembrar essa palavra vezes sem conta. Será a palavra espontaneidade que melhor me define? Penso que por enquanto sim… enquanto não encontrar melhor definição… se bem que talvez saiba que essa palavra já me definiu e encaixou melhor. Sei que agora talvez não seja 100% a melhor definição mas enquanto não encontrar melhor esta terá de servir uma vez que a realidade é que a espontaneidade e emoção sempre foram os meus lemas. Por agora ainda serve… daqui a uns meses não sei… só sei que estou numa caminhada interior não sabendo qual será o fim nem querendo neste momento realmente saber… se bem que o fim geral será: “Parabéns Sara… finalmente conseguiste!”

Eu Interior

Deitada sobre a paz e sossego da tranquilidade relembro o que me disse a mim mesma no primeiro dia deste ano: “Este é um ano de mudança em ti! Conhece-te, aceita-te e ama-te tal como és e serás uma mulher feliz e apaixonada como nunca pensas-te que serias!”. Sim… este é o ano, a minha maior ambição enquanto mulher e ser humano, ser a minha própria salvadora sem precisar de alguém para me salvar… apenas eu! A minha luta está ainda apenas no início da sua viagem. Aminha força está apenas agora a construir-se. A minha individualidade espiritual está agora a iniciar a sua jornada por estes caminhos sinuosos de alta compreensão e entendimento de puro prazer intelectual. A minha viagem por este mundo de descobrimento e reconstrução do meu ser está agora a tomar forma e lentamente como um bebé que começa a descobrir-se… também eu me descubro! Também eu me entretenho comigo mesma sem precisar de alguém para o fazer porque finalmente descobri que me tenho a mim… primeiro e exclusivamente a mim! Creio que esta jornada está longe de terminar... sinto-me como num túnel sem ver o fim mas sinto-me bem e em paz como nunca ante me senti. Creio que estou confiante e serena mesmo nos meus maiores momentos de loucura insana por querer ter tudo resolvido sabendo que só de mim o depende. Estes momentos são de uma insanidade extremamente reconfortante e apaziguadora de reconhecimento interior. “Sei que consegues! Sei que és forte e persistente! Sei que te amas e que sabes quem és! Apenas tens de encontrar dentro de ti o caminho até vires ter comigo sempre que precisares e quiseres. Lembra-te… eu sei quem tu és e amo-te tal como és apesar de ainda não o reconheceres!”

O que queres?

O que queres? O que queres? O QUE QUERES? Não sei… EU NÃO SEI! Chora ela compulsivamente, desfazendo-se em água, conseguindo libertar-se de tudo o que a retém. O QUE QUERES? É a pergunta que todos os que passam na minha vida me fazem e mesmo assim continuo sem resposta. O QUE QUERES? Eu não sei! Eu simplesmente não sei! Não sei o porquê da angústia, o porquê da tristeza que vem e desaparece mas que teima em permanecer mais tempo do que queria, o porquê da melancolia profunda e saborosa mas demasiado rufia para o meu corpo, o porquê dos pontos de exclamação e do desaparecimento da vontade, o porquê das limitações e fraca coragem, o porquê de não olhar para mim e não me ver, o porquê de não saber ver quem sou.

O que queres? O que queres? Quero sentir e viver a VIDA!

domingo, 5 de junho de 2011

Precipitei-me!...

“Não… precipitei-me!”… Continua a ser a palavra que me assombra e persegue ao longo desta minha caminhada na solidão, seja proferida e entoada por mim ou pensada e escrita por outros. Precipitei-me por querer tudo, precipitei-me por não querer nada, precipitei-me simplesmente porque necessitava de emoção e preenchimento de um vazio que ainda não consegui entender. Precipitei-me porque de novo deixo que as emoções falem mais alto e a espontaniedade seja rainha, não que seja mau… porque não o é… apenas continuo no percurso do entendimento da razão do vazio e da resposta para o preencher, coisa que continua a faltar e a deixar-me ainda mais sedenta de exploração e explicação.

Custa ouvir um não, mas não custa dar. Custa porque simplesmente fico à espera de uma explicação, de um som por mais absurdo mas reconfortante de conhecimento e crescimento. Custa porque nem sempre nos apercebemos das atitudes que tomamos e que afectam positiva ou negativamente os outros e em consequência a nossa imagem perante os mesmos. Custa porque o sinto como uma espinha que fica presa no interior da garganta, cravada, e desconfortavelmente faço algo para a tirar. Custa porque simplesmente custa ouvir um… NÃO. Mas encher a boca com o ruído ensurdecedor da palavra é de tal maneira fácil de pronunciar, tão simples de entoar, tão constrangedoramente sincera e mágica que nem perturba o mais adormecido pensamento bêbado.

Precipitei-me!... e como tudo na vida tive coisas boas e acontecimentos que me arrastaram no mais profundo soprano musical, tal como caí, magoei-me e crucifiquei-me a todo o custo por ainda não ter aprendido que nem todos vivemos no mesmo mundo e cada um possui o seu.

Acima de tudo, ainda bem que continuo no meu mundo e que ele continua de pé e a construir-se, a modificar-se e a transformar-se no mais belo e maravilhoso recanto de pedaço de céu.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Olhando-me ao espelho

Olhando-me ao espelho… vejo que as lágrimas correm-me no rosto, retirando à sua passagem qualquer réstia de maquilhagem ainda sobrante. Alagam os olhos vermelhos e correm sobre a delineação preta demarcada na face. A expressão está vincada e enraizada em cada linha repuxada e que teima em não deixar parar as gotas que fluam a cada pensamento que se transformam em picos de soluços ou simplesmente porquês. O corpo encostado à parede vai descendo à medida que vai caindo a pressão da emoção e as forças da revolta vão empurrando em câmara lenta o corpo ali sentido. A cabeça latejante do esforço e do turbilhão de imagens que se ultrapassam e montam o filme da angústia plenamente instaurada como se uma ante-estreia fosse e todos ali estivessem. Os pingos que originam o mar de lenços ao redor como se a presença de alguém me reconforta-se e me abraçasse com a ternura de quem me está a segurar de forma a não deixar entrar o vazio. As palavras que ecoam no silêncio das paredes são-me trazidas por megafones sem organização e que explodem como bolhas de sabão em cada membro daquela interrogação. As mãos irrequietas percorrem sem qualquer acção o espaço de tal sensação, tremendo ao tentar compreender a razão para tamanha reacção e destino como suplicio ou penitência para o estado de alma sem exclusão. Os lábios esbugalhados pintados a vermelho paixão não faltam à sessão de treino de surf em pleno alto mar, nem ao pavor de encontrar a razão de se romper com a ligação que durante tanto tempo esteve presente com o sinal de impedido. O som abafado, contido dentro da lâmpada que muitas vezes foi ligada e deixada a consumir sem restrição não se faz ouvir mesmo depois de esfregar a lamparina donde o génio deveria de sair para me ofertar com os seus três desejos inimagináveis. O embaciado que se desvanece a cada respiração desenha as entoações e as canções ouvidas pela porta do lado que bate ao sabor das vibrações sem pedir licença para entrar. Olhando-me ao espelho… gostava que fosse verdade! Que conseguisse limpar a alma e o coração com a bênção de um choro sentido. Olhando-me ao espelho…. Penso: “Desejava saber chorar!”.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

2011


Sei que há muito que não escrevo...sei que estou em falta comigo e contigo...mas também sei que 2010 não foi um ano fácil e que não recorri a ti muitas vezes, tal como devia, talvez para me ajudar mas não consegui desabafar...mas tenho a certeza que 2011 será melhor! Será um ano de novos começos e de novas oportunidades, de mudanças em mim e no tornear comigo e dos pensamentos. Sei que estaremos de novo juntas...sei que voltaremos a falar-nos mais constantemente até porque eu cresci, mudei e transformei-me e tu saberás!

Um beijo enorme com um sorriso contagiante de... até breve.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Querida EU


Querida EU,

À muito que não te escrevo. À muito que não falamos. Deixei-te de lado sem qualquer motivo aparente mas hoje e todos os dias falarei contigo nem que seja só para te desejar um Bom Dia ou dizer simplesmente… OLÁ! Não sei bem porque de alguma forma deixei de te querer ouvir ou simplesmente sentir, apenas sei que talvez isso fosse uma fase sem explicação lógica e racional (por enquanto). A boa notícia é que te quero de volta porque me preenches e me fazes sentir mais EU… estranho certo? :) Mas é a mais pura das verdades… sem ti EU não sou EU, falta-me um pedaço da minha essência… e acredita… que grande pedaço! Agora que de alguma forma te reencontrei (novamente, sim…porque fui-te perdendo ao longos dos tempos e reencontrando mais forte em cada momento) quero ser uma pessoa mais completa, feliz e consciente de quem sou! Quero voltar a ser como diz a Ilha: a Estrelinha que está de bem com a vida e com ela própria por ser quem é e não se subjugar a ninguém, bem ninguém não é bem assim :) mas pronto… Voltando ao que interessa… Aconteceu muita coisa neste ano 2010: objectivos de vida que foram alcançados, acontecimentos devastadores, momentos inesquecíveis, notícias radiosas, novidades fantásticas, alguns sorrisos e muitas lágrimas… mas isso também não é novidade porque estiveste lá, ao meu lado, mesmo eu não te querendo.

Sabes o que descobri? Descobri que apesar de gostar de manter a minha essência, nós crescemos e moldamos certas atitudes e por isso, por vezes, não nos conhecemos, não porque não sabemos quem somos mas porque tivemos essa alteração e não a interiorizámos. É verdade! Descobri que muitas vezes dou oportunidade aos outros mas a mim… esquecia-me que também preciso de oportunidades, de relevar e a dar a outra face quando é preciso. Descobri que muitas vezes o meu orgulho me molda a visão e os pensamentos e que não ouço a voz da razão ou do coração... sim, apesar de me considerar alguém que reage sempre com o coração, tomei consciência que muitas vezes não é o coração que fala mais alto mas sim o meu EU egoísta e orgulhoso que nem um animal emproado… é verdade… custou a admitir, custou a aceitar, custou a entender mas finalmente compreendo o que o meu porto de segurança sempre me tentou iluminar.

Eu sou um ser humano e não existem perfeições, podemos sempre tentar atingir o limiar mas não seremos sempre perfeitos pois é nas imperfeições que está a beleza, é nos pequenos detalhes da vida que nos sentimos realizados e sentimos o exponente máximo da felicidade… sempre disse e mantenho… a felicidade é apenas momentânea mas podemos sempre tentar fazer dessa momentaniedade algo constante e presente. É certo que bati bem fundo este ano (consciente e inconscientemente) mas também é certo que para sair do buraco tive de lutar, tive de me tentar manter à tona. Óbvio que nem sempre foi fácil e acredita que muitas vezes pensei que não iria conseguir mas aqui estou a escrever-te e a pedir-te que voltes a ser parte de mim como sempre o foste e serás!

Sim… eu sei… todos levamos o nosso próprio tempo, todos precisamos de caminhar e rumar por entre as escolhas que tomamos… eu levei o meu… seja ele pouco ou muito… é NOSSO e nada nos pode fazer caminhar mais rápido ou apressar dentro do percurso… NADA… apenas a nossa limitação psicológica é determinante neste processo pois é ela que nos ajuda ou nos destrói se assim o quisermos. Nem sempre é fácil… muitas vezes é duro… mas nada na vida é fácil e se o for não seremos os seres completos e felizes que merecemos ser. Sim... porque todos nós merecemos ser felizes… Eu sei que apesar de tudo devo ser feliz ou pelo menos tentar ser! Porque é a felicidade que nos dá ânimo, anos de vida, qualidade motora e psicológica para ultrapassarmos as falhas e os buracos em que muitas vezes nos encontramos e sentimos, tudo porque é um processo de reconhecimento interior. Temos de ser EU a falar e a escutar-nos com calma e espaço para o reconhecimento dos erros, como se fosse alguém a contar uma história e a ouvíssemos com toda a atenção, como uma interiorização ou como alguns chamam… a voz interior.

Pois é… eu não me estava a ouvir, não estava a conseguir falar comigo… ou melhor contigo :) … mas finalmente me apercebi, entendi que nem sempre estou certa e que muitas vezes não faço o melhor ou da melhor forma, seja comigo ou com os outros. Descobri que erro mais vezes do que pensava e que muitas vezes não estava aberta ou conscientemente aceite para receber as críticas construtivas que iriam sendo ofertadas por ti e outros para crescer enquanto pessoa e ser humano no caminho de melhorar e de me tornar numa pessoa melhor… no caminho para atingir a mudança que precisava.

Hoje sei que cresci e que estou no bom caminho para me tornar numa pessoa melhor e atingir um objectivo de longa data… de ajudar alguém e de ser um mecanismo motivador para a mudança global.

Hoje sei e sinto que um dia ainda o vou conseguir (se bem que ao longo da vida tenho consciência que ajudei sempre alguém tal como também magoei e muito). Um dia irei olhar e verificar que tudo o que sempre sonhei está concretizado ou prestes a se concretizar… pode não ser nesta vida… mas esta vida será um marco neste sentido!

E por isso decidi dar uma nova oportunidade a mim e agora sim consciente dos erros cometidos comigo e com os outros! Agora sim… estou no caminho para me encontrar e reencontrar!

E por isso te digo… volta e ajuda-me a sentir mais completa e humana!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Tudo começa e um dia acaba


Hoje acordei com uma vontade enorme de escrever o que sinto. Comecei o meu dia a elaborar um poema (de 4 paginas...enorme mesmo!) quando no meu mail recebo o seguinte texto:

"Sempre acho que namoro, casamento, romance, tem começo, meio e fim.
Como tudo na vida. Detesto quando escuto aquela conversa:
- Ah, terminei o namoro...
- Nossa, estavam juntos há tanto tempo.....
- Cinco anos...que pena...acabou....
- é...não deu certo...

Claro que deu! Deu certo durante cinco anos, só que acabou.
E o bom da vida, é que você pode ter vários amores.
Não acredito em pessoas que se complementam. Acredito em pessoas que se somam.
Às vezes voce não consegue nem dar cem por cento de você para você mesmo, como cobrar cem por cento do outro?
E não temos essa coisa completa.
Às vezes ela é fiel, mas é devagar na cama.
Às vezes ele é carinhoso, mas não é fiel.
Às vezes ele é atencioso, mas não é trabalhador.
Às vezes ela é muito bonita, mas não é sensível.
Tudo junto, não vamos encontrar.
Perceba qual o aspecto mais importante para voce e invista nele.

Pele é um bicho traiçoeiro.
Quando você tem pele com alguém, pode ser o papai com mamãe mais básico que é uma delícia.
E as vezes você tem aquele sexo acrobata, mas que não te impressiona...

Acho que o beijo é importante...e se o beijo bate...se joga...se não bate...
mais um Martini, por favor...e vá dar uma volta.
Se ele ou ela não te quer mais, não force a barra.
O outro tem o direito de não te querer.
Não brigue, não ligue, não dê pití.
Se a pessoa tá com dúvidas, problema dela, cabe a você esperar.... ou não.
Existe gente que precisa da ausência para querer a presença.
O ser humano não é absoluto. Ele titubeia, tem dúvidas e medos, mas se a pessoa REALMENTE gostar, ela volta.
Nada de drama.
Que graça tem alguém do seu lado sob pressão?
O legal é alguém que está com você, só por você. E vice versa.
Não fique com alguém por pena. Ou por medo da solidão.
Nascemos sós. Morremos sós. Nosso pensamento é nosso, não é compartilhado.

E quando você acorda, a primeira impressão é sempre sua, seu olhar,seu pensamento.
Tem gente que pula de um romance para o outro.
Que medo é este de se ver só, na sua própria companhia?
Gostar dói.
Muitas vezes voce vai sentir raiva, ciúmes, ódio, frustração.....
Faz parte. Você convive com outro ser, um outro mundo, um outro universo.
E nem sempre as coisas são como você gostaria que fosse....
A pior coisa é gente que tem medo de se envolver.
Se alguém vier com este papo, corra, afinal você não é terapeuta.
Se não quer se envolver, namore uma planta. É mais previsível.
Na vida e no amor, não temos garantias.
Nem toda pessoa que te convida para sair é para casar.
Nem todo beijo é para romancear.
E nem todo sexo bom é para descartar... Ou se apaixonar... Ou se culpar...

Enfim...quem disse que ser adulto é fácil ?????"

Autor: Arnaldo Jabor

Quem disse que por vezes o pensamento não é uma arma muito poderosa? Este texto sintetiza por completo o que estava a escrever. Sorte das sortes.... já tinha o poema terminado

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Hoje


Tenho uma vontade enorme de dizer: AMO-TE LOUCAMENTE TEXAS!!!

Porque me pertences...porque eu te pertenço! Simplesmente...porque nos encontrámos no meio de tanto desencontro!Porque me sinto realmente viva e amada! Porque me compreendes e completas! Porque existes e me escolheste!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Caem, caem e caem


Uma lágrima cai e outras a seguem, seja por segundos, minutos ou a inexistência de horas. Caiem ontem, hoje e amanhã. Caem sem pretexto ou nexo. Caem porque necessitam de cair, porque preciso que caiam, porque estavam à muito presas na intemporal realidade. Caem agora e depois de alegria ou tristeza. Caem, caem e caem. Alagam os olhos moribundos, cansados da realidade. Percorrem a face como chuva cristalina gota após gota. Caem agora porque caem, porque se soltam sem eu querer, porque se converteram a seguir as restantes derramadas. Caem, caem e caem. Caem de tristeza, desilusão, raiva, ansiedade. Caem. Caem para me recompor, para parecer que sou forte. Caem porque sou fraca, triste e desiludida. Caem pela tendência do momento. Caem devido a palavras de dor ouvidas e proferidas. Caem por mim porque preciso. Caem pela dor profunda. Caem pela insanidade momentânea. Caem pela invisibilidade interior. Caem nos momentos de desespero. Caem porque sou fraca. Caem porque não tenho forças para lutar mais. Caem porque dói. Caem porque faço doer a quem menos merece. Caem porque preciso de ajuda. Caem porque sou orgulhosa. Caem porque não sei estar calada. Caem, caem e caem.

Dizem que a tristeza é passageira. Talvez o seja. Mas para mim a passagem da tristeza apanha-me quando menos espero. Incrível como a felicidade é apenas momentânea. Incrível como nunca nos sentimos satisfeitos. Incrível com a vida é dura. Incrível como os sentimentos são tão latos e por vezes sem nexo.

Não acham que a tristeza aparece demasiadas vezes ao longo da vida? Tenho 24 anos e a tristeza é a única constante na minha vida. Talvez eu seja triste interiormente. Talvez. Sei que existe algo de importante que vai acontecer comigo. Mas talvez esteja farta de esperar que essa emoção e alegria apareça. Tenho 24 anos e sinto que a felicidade é apenas momentânea. Sinto que a única coisa que faço é desiludir as pessoas. Talvez não saiba o que é o amor. E talvez por isso eu apenas amo apaixonadamente e intensamente momentâneamente.

Reflexão Interior em 12/04/2009

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Incertezas


Diariamente nos deparamos com indecisões, incertezas sobre as escolhas que tomamos, seja uma peça de roupa, o tom da maquilhagem, uma palavra dita, uma palavra recebida, um acto observado... Eu sou cheia de incertezas! Uma faceta nova que descobri! Incertezas acerca da vida, das pessoas, dos sentimentos, do rumo a tomar! Quase todas as minhas decisões são baseadas na emoção do momento com alguma reflexão é claro, mas rejo-me principalmente pelas emoções, elas fazem parte de quem eu sou! Agora... esse bicho da incerteza convive comigo de forma incessante e está-me a deixar completamente desnorteada! No passado eu acreditava piamente em todos (que ingénua!) e por isso tive de aprender e aceitar o facto de que nem todos podem tomar certas atitudes que vão de encontro às minhas expectativas, nem todos são quem nós esperamos mesmo confiando. Ninguém é igual! Ninguém muda! (Verdade absoluta) Apenas se transforma, molda e adopta novas perspectivas com a evolução e crescimento. O problema: Ninguém sabe ser verdadeiramente verdadeiro! (Passo a redundância) È dificil também o ser, após disabores, desilusões, actos continuos de mágoa e decepção que nos moldam e nos fortificam para as próximas etapas, que nos criam máscaras que vamos usando conforme nos convém, onde nos escondemos para não revelar a identidade de tal fugaz momento. A verdade que assisto é que a sociedade não quer a verdade, prefere ver tudo através de cortinas onde tudo é supérfulo, falso e embelezado da forma menos correta! Tive de aprender a aceitar o facto de que tenho de me preocupar apenas comigo! Os outros? Se eles realmente gostassem e quisessem seriam tal como eu fui para eles... verdadeira! Independentemente do que fosse chegariamos a uma solução conjunta! Agora? Tornei-me menos crédula nos outros, mais fria, calculista e desligada. Em que é que isso me ajudou? Basicamente a ser mais forte! Problema: Quem apareceu mais recentemente na minha vida está a levar por tabela com estas incertezas todas! Tornei-me mais desconfiada e independente, logo mais egoista e isso magoa, eu sei, mas não estou a conseguir separar as àguas! Tenho mais receios e medos, mais crises de ansiedade e loucura e isso faz com que não me conheça! Melhor... encontrei algo que não conhecia e abulia! Incertezas... Quem não as tem?

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Pensamento do dia


Ès linda... como a noite estrelar que me encaminha... sem resistir aos encantos da presença singular... sem congelar qualquer preconceito ou... exclusão de sensibilidade atraente... grande é o poder de encontrar a réstia de prazer!