Sonho com o meu mundo
Interior e empolgante
Mágico e revelante
Que me leva té a ti
Sonho com o momento
Em que as borboletas
Transformadas e elegantes
Sobrevoam as entranhas do meu ser
Sonho com a esperança
Do encontro furtivo
Do olhar fugido
No meio da multidão
Sonho com o pormenor
Relevante e promissor
Da luminosidade das sombras
Irradiantes sob as tuas costas
Nunca deixes de observar...Se te sorriem, sorri também. Verás as coisas...diferentes!
quarta-feira, 25 de março de 2009
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Pensamento do dia
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Dilúvius
Junto os pés descalços
Sobre a estrada de calçada
Observo a núbia falésia
Que se aproxima calvagando
Sobre jardins floridos
Até ao encanto da madrugada
Procuro o conforto solitário
Junto da realidade incerta
Que me consome sem piedade
Rasgando a imaginação secreta
Da abstracta noite de máscaras
Com o princípe e a seta
Sob o olhar do pequeno luar
Companheiro insaciável
Presentemente instável
Perdura a pureza do olhar
O secretismo estrelar
A paixão incontornável
Sobre a estrada de calçada
Observo a núbia falésia
Que se aproxima calvagando
Sobre jardins floridos
Até ao encanto da madrugada
Procuro o conforto solitário
Junto da realidade incerta
Que me consome sem piedade
Rasgando a imaginação secreta
Da abstracta noite de máscaras
Com o princípe e a seta
Sob o olhar do pequeno luar
Companheiro insaciável
Presentemente instável
Perdura a pureza do olhar
O secretismo estrelar
A paixão incontornável
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Deixa-me

Deixa-me sorrir
Deixa-me libertar
Deixa-me agarrar
A esperança de mudar
No jardim da consciência
No mundo das bonecas
Procuro respostas
Para o conflito interior
Para o medo irreflectido
Do sabor do desespero
Que trago comigo
Deixa-me sorrir
Deixa-me libertar
Deixa-me agarrar
A esperança de alcançar
Passeio junto ao mar
No seu odor a maresia e calor
Procuro respostas
Para as histórias sem fim
Para as lágrimas salgadas
Nas batalhas travadas
Junto a ti
Deixa-me sorrir
Deixa-me libertar
Deixa-me agarrar
A esperança de procurar
Caí a noite sobre mim
Quero que me ouças
Lá do alto do frenesim
Onde os pensamentos se unem
As vidas se cruzam
Enquanto espero por ti
Deixa-me sorrir
Para a dor não me magoar
Deixa-me libertar
As correntes imaginárias
Deixa-me agarrar
A esperança de mudar
Porque sou eu
A peça por terminar
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
A Escultura
Passeio sobre os muros dourados
Procurando novos esconderijos
Novos recantos para o desespero
Verdadeiro e momentâneo
Deixo um rasto de vazio
Procurando formas para me encontrar
Lembranças de leão
Assimétricas sem razão
Escorrego no labirinto psicológico
Procurando novas portas
Novas formas de pensamento
Para a liberdade da revelação
Tropeço sobre o destino
Procurando a certeza
Sobre a sobrevivência
Em prol do contorno da sabedoria
Levanto-me sem pressas
Procurando o caminho certeiro
Da vida para a alegria
Em que a lágrima não é a folia
Procurando novos esconderijos
Novos recantos para o desespero
Verdadeiro e momentâneo
Deixo um rasto de vazio
Procurando formas para me encontrar
Lembranças de leão
Assimétricas sem razão
Escorrego no labirinto psicológico
Procurando novas portas
Novas formas de pensamento
Para a liberdade da revelação
Tropeço sobre o destino
Procurando a certeza
Sobre a sobrevivência
Em prol do contorno da sabedoria
Levanto-me sem pressas
Procurando o caminho certeiro
Da vida para a alegria
Em que a lágrima não é a folia
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
A Pintura
Olho para ti
Não te vejo
Teus olhos cor de luz
Hoje foram derrubados
Pelos épicos encontros
Entre o presente e o passado
Olho para ti
Não te encontro
Desapareceste sob a alçada do cansaço
Preso na torre do pensamento
Onde a escravidão da sociedade
Se tornou mais um fardo
Olho para ti
Não te reconheço
Perante a aúrea acabada
Outrora vincada na presença do ser
Onde existe o vazio
Sem voltade ou pavio
Olho para ti
Não mais existes
O brilho evaporou
Na tua expressão realista
O fim consegue-se sentir
Quando...apenas...olho para ti
Não te vejo
Teus olhos cor de luz
Hoje foram derrubados
Pelos épicos encontros
Entre o presente e o passado
Olho para ti
Não te encontro
Desapareceste sob a alçada do cansaço
Preso na torre do pensamento
Onde a escravidão da sociedade
Se tornou mais um fardo
Olho para ti
Não te reconheço
Perante a aúrea acabada
Outrora vincada na presença do ser
Onde existe o vazio
Sem voltade ou pavio
Olho para ti
Não mais existes
O brilho evaporou
Na tua expressão realista
O fim consegue-se sentir
Quando...apenas...olho para ti
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Aquela janela

Olho, espreguiçando, pela irreal e elaborada janela do quarto nu. O arco-íris reina como pano de fundo do dia que acabou de acordar. Cores nítidas, precisas, elegantemente desenhadas sobre o fino risco transparente da divisão das propriedades presentes como um quadro pintado a aguarelas de uma criança perfeccionista. As nuvens deixam escapar pequenos vestígios de tristeza momentânea. O sol, em toda a sua forma exuberante, lança leves sorrisos quentes de alegria e prazer. Dirijo-me até à clara banheira de robustez antiga, com o seu ar pós-moderno, sob o fundo cor de pêssego e salmão aos pés do quarto, com vista priveligiada para o exterior. Rodo, para o lado esquerdo, a torneira em forma de estrela dourada com uma lágrima vermelha no epicentro. A água desliza suavemente sob as criações impressionantes da mancha de fumo, acobreando com leveza e cremosidade o rasto deixado pelo gel de banho apaziguante que leva a imaginação além fronteiras com o seu cheiro zen a natureza, flores do campo, liberdade, alma restaurada, eternidade fugaz do momento. Pétalas de malmequeres amarelas e laranja esvoaçam ao longo da onda de calor até sucumbirem suavemente na camada visível da água tão eloquentemente cremosa. Acendo velas perfumadas de variadas cores que ajudam a criar o cenário de idealização momentânea. Jogo o usado e vistoso roupão de banho rosa no chão sob o manto creme sujo de pelo iriçado. O corpo nú estremece ao sentir o calor escaldante da água a verter sob a camada visível de pele sensível e suave. Deito-me. Fecho os olhos e deixo que o elixir do relaxamento comece a tomar efeito sob corpo, mente e alma transferindo as vibrações necessárias para o fortalecimento dos pensamentos, acções e palavras. Durante longos e ausentes segundos o meu mundo interior foi invadido pela leveza do ser e da existência perante a mãe natureza. Retorno ao agora.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Tarde Cinzenta
Numa tarde cinzenta
Clara como as nuvens
Surgiu um pequeno luar
Tão forte como intenso
Brilhante, alucinante e vadio
Pequeno e brilhante
Assim se definiu
Escreveu com palavras mágicas
O pequeno rio
Doce e salgado
Azedo e frio
Assim se sentiu
Cantou e alucinou
Tornou-se num só
Misturando aventura e paixão
Sobre a neblina da compaixão
Clara como as nuvens
Surgiu um pequeno luar
Tão forte como intenso
Brilhante, alucinante e vadio
Pequeno e brilhante
Assim se definiu
Escreveu com palavras mágicas
O pequeno rio
Doce e salgado
Azedo e frio
Assim se sentiu
Cantou e alucinou
Tornou-se num só
Misturando aventura e paixão
Sobre a neblina da compaixão
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Amor Dói
Todos sabemos que o amor dói
Mas nunca damos ouvidos
È tão intenso
Compenetante
Doloroso e insaciável
Devora-nos
Ilusiona-nos
Todos o sentimos
Somos abençoados momentaneamente
Mais cedo ou mais tarde
Dói
Arde
Perdura
Até nós deixarmos
Custa
Não podemos dizer que não
Mas temos nós a última palavra
Mas nunca damos ouvidos
È tão intenso
Compenetante
Doloroso e insaciável
Devora-nos
Ilusiona-nos
Todos o sentimos
Somos abençoados momentaneamente
Mais cedo ou mais tarde
Dói
Arde
Perdura
Até nós deixarmos
Custa
Não podemos dizer que não
Mas temos nós a última palavra
sábado, 31 de janeiro de 2009
Gostava...
Gostava de saber o que se passou
Gostava de saber o que mudou
Gostava de saber o porquê
Gostava de ter força
Gostava de ter atitude
Gostava de perguntar porquê
Gostava de voltar atrás
Gostava de fazer diferente
Gostava de saber porquê
Gostava dos abraços conjuntos
Gostava dos pequenos mimos
Gostava dos porquês nos olhares
Gostava das conversas longas
Gostava das atitudes básicas
Gostava das explicações do porquê
Gostava das gargalhadas
Gostava dos nossos segredos
Gostava dos enigmas dos porquês
Gostava de saber o que mudou
Gostava de saber o porquê
Gostava de ter força
Gostava de ter atitude
Gostava de perguntar porquê
Gostava de voltar atrás
Gostava de fazer diferente
Gostava de saber porquê
Gostava dos abraços conjuntos
Gostava dos pequenos mimos
Gostava dos porquês nos olhares
Gostava das conversas longas
Gostava das atitudes básicas
Gostava das explicações do porquê
Gostava das gargalhadas
Gostava dos nossos segredos
Gostava dos enigmas dos porquês
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Vida
Sentada, percorrendo as várias linhas coloridas, observo as personagens da sociedade portuguesa. Todas diferentes, todas iguais, vão caminhando pelos corredores das ruas incertas à espera do sinal sonoro das modas das estações. Ao meu lado, uma personagem sem vida encerra o capítulo semanal. As suas mãos não escondem a passagem bíblica da vida. O seu corpo transparece a essência da moral alegria outrora vivida junto dos esquecimentos da humanidade. Os olhares extraídos das recaídas faíscas temporais, denunciam os podres da educação colegial aos filhos das várias gerações. Continuo o meu percurso sob a alçada de S. Pedro. A calçada lisboeta encrava as mentalidades subjogadas aos mais variados papéis fúteis. Os actores ficcionais da necessidade motora conjugal, manipulam as ilações primárias do bem e do mal. Subo, parada, as escadas rolantes da alçada temporal. À minha frente, o protótipo do sonho ideal, esvoassa deslumbrante como uma cauda teatral. Os passos comunicam com os compassos das letras vigentes, ouvidas até então. Paro. Dou uma volta e caminho para ti. Encontro-te no meio do nada, mas perto de tudo. Sigo o teu cheiro a jasmin. A tua gabardine preta salienta todas as peças fundamentais sobre o manto das reticentes histórias imperiais. Não me chego a ti. As tuas costas largas abrigam as pesadas manchas do canal ilusório onde a realidade é apenas oportunidade. Afasto-me. O teu cheiro aindo o sinto, as tuas costas ainda as vejo. Mas para quê tudo isso se tu não és mais do que um desejo?
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
"Yes, we can!"
Barack Obama está hoje a tomar posse como Presidente dos Estados Unidos da América. Mais uma vez se pode comprovar que é através de uma excelente campanha de Marketing que se consegue fazer história! "Yes, we can!" é mais um caso de sucesso para se estudar! O "Fenómeno Obama" não fez mais do que estabelecer uma ligação intensa de compreensão e motivação para com o seu povo (cidadãos indignados, insatisfeitos, incompreendidos). Uma ligação bi-lateral de conhecimento e discussão! Percebeu que o que faltava à sociedade americana era o sentimento de pertença para com o universo da política dos EUA e agarrou essa oportunidade. Transmitiu e deu aos seus seguidores e leitores fé, compreensão, atitude, respeito, igualdade, poder, motivação. Em toda a sua campanha tentou usar pessoas de influência e referência da cultura americana de forma a dar força e seriedade á sua campanha!
Subscrever:
Mensagens (Atom)



