quinta-feira, 27 de março de 2008

Tu e Eu!

Não sei como esquecer...
Aqueles primeiros passos que demos juntos
Ao encontro um do outro...
À procura de aventura e paixão
Eu...uma menina
Tu...um bom rapaz


A tua presença despertava em mim
Emoções que falavam mais alto
Que atordoavam o meu pensamento
E enlouqueciam o meu raciocínio

O teu sorriso...
Leve, eterno, apaixonado, encantador
Que leva qualquer pessoa a sorrir também
Enternece o coração mais frio
Em prol de um único momento intemporal

Tu...
Que me deixas à mercê da loucura emocional
Que trilhas um caminho nosso...
Onde me levas às cavalitas
Numa total cumplicidade
Caminhas por uma estrada de calçada
Onde os obstáculos foram, são e serão muitos


Me desposas
Com amor e paixão...
Todo esse sentimento que tem sido alimentado
Dia após dia
Momento após momento...

Não iremos esquecer...
As aventuras, os momentos, os desejos...
Que fazem parte de nós
Da nossa vida,
Do nosso mundo.

Agora,
Que nos tornámos num só
Onde corpo e alma se unifica
Ganha forma e contexto
Eu...mistério
Tu...a chave

quinta-feira, 13 de março de 2008

Jardim de Jasmin

Numa tarde de sol quente
Sentada na cadeira de baloiço
Pouso o copo de àgua gelada
E acendo um cigarro
Olho para o azul cativante do horizonte
Contrastando com o verde puro efervescente
Fecho calmamente os olhos
Cerrando levemente a claridade escura
Sinto o meu corpo a elevar
A ser invadido pela transparência
Pela clareza da luminosidade
Ouço...
O vento que assobia abafado
O jardim que entoa em jeito de canção
O chamamento da natureza

Deito-me sobre o jardim
A terra está quente e húmida
Ao meu redor...
O odor das flores,
Autênticos perfumes
O chilrear,
Notas musicais agudas e graves
Que se estendem
E se escondem
Por entre as ávores
Pavoneando-se com os seus ramos

Desligo o interruptor do pensamento
Descansando eternamente
No Jardim de Jasmin

terça-feira, 11 de março de 2008

Clientes ou Colaboradores?


Na realidade em que me encontro, enquanto trabalhadora de uma empresa internacional, considero que existem dois tipos de clientes: os externos e os internos. Ora semelhantes, sendo pessoas com interesses, valores, comportamentos e atitudes, como distintos, representando duas faces da mesma moeda para as empresas, pois possuem diferentes pontos de vista devido ao lado emocional e ao lado racional.

Presentemente, as empresas para terem sucesso têm de ser polivalentes e flexíveis, conseguir informar, criar, inovar e satisfazer as necessidades dos seus clientes. Esta é uma tarefa deveras árdua, não só pelo possível conflito de interesses quer internos como externos, ou mesmo pela expectativa criada entre ambos ser demasiado elevada e uma das partes não atender ao previsto.

Após muito reflectir, afirmo que vivemos perante as quatro estações dos clientes:
Inverno – Clientes furacões (sabichões, com mania): são aqueles que sabem, ou pensam que sabem, tudo. Possuem o rei e a razão do seu lado, não medindo esforços para obter o que querem, sendo pessoas frias e arrogantes, por vezes transformam-se em mal-educados;
Primavera – Clientes sabedores (informados): são aqueles que procuram e veneram a informação, querendo aprender sempre mais. Positivos, não influenciáveis, pensadores que procuram a melhor solução de resolução para os seus problemas e satisfação das suas necessidades;
Verão – Clientes fáceis (emotivos, confiantes): querem o melhor sem perder tempo com pormenores, gostam de fazer e actuar no momento, confiam nos outros, não possuindo qualquer preocupação mas se algo correr mal são os primeiros a levantar o tapete;
Outono – Clientes indecisos (meio termo): são influenciáveis quer pela positiva como negativa. Dão o dito por não dito, hoje tudo está bem, amanhã após conversa com terceiros já nada está como quer. Pessoas extremamente difíceis pois nunca sabem o que querem ou o que será melhor para elas.

A sobrevivência das empresas passa não só pela satisfação, formação e fidelização dos clientes externos, mas também dos clientes internos, não só porque são o capital humano de uma empresa mas também porque são os mesmos que cumprem, vestem a camisola e seguem a missão e estratégia da empresa. Sem eles, como é que as empresas constroem uma imagem de marca, para além do posicionamento, estratégias e logótipo? Sem eles, como seria possível, no caso cultural português, tangibilizar um serviço? Receber um sorriso, obter um atendimento personalizado na focalização e na conquista de novas oportunidades? Sabendo que o mercado tende, cada vez mais para a área comercial, como seria o futuro da empresa sem os seus clientes internos? E...será verdade que os clientes têm sempre razão? Ou as empresas têm de saber medir os actos, atitudes e valores em caso de conflito? Estarão as empresas preparadas para valorizar os esforços dos clientes internos enquanto veiculos condutores de informação? Ou estarão apenas interessadas na rentabilidade, na conquista de quota de mercado e na obtenção de custos ao menor preço? Não serão as políticas aplicadas que diferenciam os clientes externos (clientes actuais e potenciais do mercado) dos clientes internos (colaboradores de todos os departamentos e os órgãos sociais)? È verdade que existem linhas condutoras, mas não serão as mesmas infringidas ao criar excepções mediante o gosto dos órgãos socias? Tal como o ditado português o refere: ”Não faças o que eu faço, faz o que eu digo!” e esta é a verdade existente praticada e regente na política, na sociedade cultural, educacional e organizacional portuguesa.

É certo, que através das vendas e da fidelização dos clientes externos é que se mede o sucesso ou insucesso de uma empresa, mas também é verdade, que esse sucesso ou insucesso não provêm apenas de máquinas, de partes mecanizadas e electrónicas que substituem os clientes internos, ou seja, uma empresa não sobrevive no mercado actual apenas com os clientes externos satisfeitos, uma percentagem dessa satisfação provêm dos clientes internos.

Posso concluir que os clientes internos sendo uma das máquinas fazedoras, ou melhor, movimentadores de dinheiro, sucesso, lágrimas e sorrisos são uma das vertentes a considerar pelo bom funcionamento e um futuro melhor para a empresa.

Os colaboradores são e serão sempre um dos clientes das empresas. È obvio, que não podem ser satisfeitos eternamente em todos os aspectos, mas têm de sentir apoio, obter repreensão e condições para melhorias contínuas e conhecimento estrutural e organizacional, dentro do seio familiar laboral e profissional, pois todas as empresas são uma segunda família para os colaboradores. Uma família que, para além de remunerar a actividade no seio familiar, tem de ser um líder, fiel aos seus príncipios, inquebrável perante as dificuldades, aberta a novas oportunidades e experiências, compreensiva e acima de tudo...lutadora insaciável para a satisfação dos seus clientes externos e internos.

Para as empresas, mediante a minha linha de raciocínio, o seu objectivo final é e será a incansável e permanente busca de novas formas de combustão para a sinergia dos seus dois motores (os clientes externos e internos).

terça-feira, 4 de março de 2008

Acreditei


Porque não entendes?
Não compreendes
Nem visualizas
O Mundo não é teu
Nem meu...
Apenas o nosso mundo nos pertence
E esse foi abalado,
Aniquilado de angustia e de dor
Onde momentos quentes
Se transformaram em algodão doce
Derretido e pegajoso
Entranhando suavemente
Num rio cor-de-rosa
A cada passagem

Acreditei em histórias encantadas
No principe com o seu cavalo branco
Nos castelos e nos jardins eternos
Aceditei em ti
Acreditei em nós
Na paixão imoral
No amor proibido

Quando vais entender?
Que me é difícil
Afastar...
Não poder atracar no teu porto
Ficar sem abrigo
Naufragar
Percorrer quilómetros contigo
Para voltar ao ponto de partida
Não...
Prefiro parar agora
A meio do caminho
Sabendo que tivemos momentos,
Encontros e desencontros
Nos nossos jardins emocionais

Acreditei em histórias encantadas
No principe com o seu cavalo branco
Nos castelos e nos jardins eternos
Aceditei em ti
Acreditei em nós
Na paixão imoral
No amor proibido

Será que é necessário?
Eu conheci-te
No âmago do teu ser
A tua essência
O teu cheiro
Sei de cor
Sendo impossível
Não sentir o teu gosto
Nos sonhos acordados
Mais profundos
Percorri-te com ânsia
De descoberta
Com furor
E sem pudor

Acreditei em histórias encantadas
No principe com o seu cavalo branco
Nos castelos e nos jardins eternos
Aceditei em ti
Acreditei em nós
Na paixão imoral
No amor proibido

Porque não...
A conquista foi facilitada
Apaixonei-me sem pedir autorização
O coração foi bússula irracional
Orientador sem razão
Apenas o teu olhar
Foi fatal
E o teu sorriso
O meu destino
Complemento da armadura
Da alegria diária
Tudo aconteceu
E com pouco
Pensas-te que foi muito

Acreditei em histórias encantadas
No principe com o seu cavalo branco
Nos castelos e nos jardins eternos
Aceditei em ti
Acreditei em nós
Na paixão imoral
No amor proibido

Agora...
Não acredito mais!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Sinto falta...


Sinto falta…
Da tua presença ausente
Das tuas viagens alucinantes
Aos mundos exóticos e apaixonantes
Perdidos nos confins da imaginação
Onde caças e conquistas actos heróicos
Com genuinidade e segurança.
Defines guerras internas como meras soluções
Anfitriãns do presente cúmplice
Onde encantas em tom de chuveiro
Canções recordadas no tempo
Passado e vivido conjuntamente
Marcantes através do conhecimento
Primário e emotivo
Da frutífera sensação de descoberta
Onde a lembrança assenta nos cheiros
Nas palavras consumidas com fugaz
Nos gestos apadrinhados mutuamente
Nos sabores procurados com ânsia
Do aproveitar de cada pedaço...
Cada dia...
Minuto... Segundo
Com o atordoar dos foliões repentinos
De exaltação ampla e profunda
Onde me deixas à margem do rio fluvial
E percorres a nado cada fluxo
Do teu transparente arco-iris.

Sinto falta...
Das gargalhadas sem pudor
Transformadas em autênticos esboços
De paisagens conquistadas vitoriosamente
Através dos planaltos percorridos vigorosamente
Em que me sento do teu lado sem nada esperar
Apenas te ouvir para imaginar
.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Baú da saudade

Fico vidrada no tempo, olhando para o baú que me foi oferecido.
Abriu-se como que por magia, fazendo saltitar foliões de emoções e alegria.
Revivi momentos importantes que me tornaram no que sou.
As passagens das individualidades que geraram valor acrescido no meu crescimento.
A minha marca e a imagem que transmito são os meus ícones de valor.
A mais-valia são as minhas amigas.
A minha mãe o meu pilar de segurança.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

È triste!!!

Como é triste saber que na sociedade em que vivemos as empresas apenas vêem a cor do dinheiro. Não se sabem providenciar com as boas prácticas de Gestão nem com as linhas orientadoras do Marketing. Depois dizem que não vingam e que o mercado está mal. Podera, colocar no lugar de marketeers e Directores de Marketing personalidades (porque não têm outro nome) com formação nas áreas de Políticas Internacionais, Línguas Estrangeiras, Sociólogos, Psicólogos, Relações Pública, Engenheiros e todo um rol de actividades que não apontam para o crescimento e inovação das empresas, é bom........muito bom!!! Comparando, aquando nas fases de candidaturas em que um CV englobe uma licenciatura (onde tiveste 4 anos a queimar pestanas para nada!) não conta..............que bom para nós...................que somos estereotipados de poetas com boa imaginação e imagem!
Boa amigos (que nem eu!) dummies!! Ainda esperam por uma oportunidade na àrea em que o vosso bichinho se emociona e vive, pois podem esperar por serem pôs-tos na prateleira!
Um bom haja a todos que me percebem!!!
Boas entradas e boas conquistas para 2008, é tudo o que desejo a todos.

domingo, 23 de dezembro de 2007

È Natal!!!

Estamos nós a dias desta época natalícia e estou um caco.
Não porque não goste do Natal mas pk é 1 dia = aos outros ou pior!
Só como é merda: chocolates, fritos, chocolates, chocolates e mais chocolates!
Se o meu corpo fosse uma bomba já tinha explodido e ainda não chegámos à noite de Consoada.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Como é curto...o tempo!

Deparo-me com uma questão existencial...O tempo!
Não espera, não corre, não salta.
Passa...vagueia ao longo dos minutos e dos segundos.
È silencioso...
Não profere uma palavra
Nem mesmo um som.
È embalado por ponteiros
Que cordialmente se cumprimentam
Sem se esgotar ou apresentar desgaste físico.
Passa...do meu lado
Todos os dias nos encontramos
Digo-lhe bom dia e boa noite
São as únicas alturas em que estou consciente
Que existe, que sobrevive, que voa
Sem asas mas com força suficiente para planar
Transforma-se e nunca se esgota
Sofre indiferente às mutações
Como duma praga se trata-se.
Passa...constantemente por mim
As horas parecem minutos
Os minutos segundos
Os dias, pequenos momentos
De recordações doces e apaixonantes
Uma lágrima,
Um sorriso,
Um abraço,
Um olhar,
Uma palavra.
Que o tempo jamais consegue apagar!

Para vocês...
Que esgotamos o tempo sem qualquer sinal de fraqueza!

ADORO-VOS!!!

sábado, 8 de dezembro de 2007

Não consigo

Estou bloqueada.
Na minha cabeça revoltam-se imagens e frases.
Quando falo...
As palavras não têm som
Não têm vida
Não têm cheiro
Nem cores.

Estou apática.
Nada me arrebate
Nem mesmo as compras.
O meu espírito prega-me partidas
A sonorização da comunicação é nula.

Sinto-me perdida
Esvaziada metaforicamente.
Teimosa, sou!
Perfeita, nunca!
Não me retirem é o meu ser!
È só isso que peço.
Julgar é fácil.
O aceitamento tem de ser trabalhado
Para ser compreendido.

Estou esgotada.
Mas tenho forças,
Não as que gostava de ter
Mas aquelas que permanecem
Se disfarçam diariamente.
Racionalizo a cem à hora
Mas tudo é lixo
O esgotamento corporal
È puro esgoto mental.

des...a...encontros! 2º Parte

Estou no meio da multidão
Ensurdecedora e invisível
Percorro o meu caminho
Como sardinha enlatada
Por entre pastas e pisadelas
Sem olhar para trás.

Este é mais um dia
Apenas mais um que levo comigo
Que me perssegue ao longo das horas
Alimentando-se da folia momentânea
Consumindo o lixo insano
Despejado inúmeras vezes.

Deixo que a onda me leve
Sem pressão nem direcção
Esmagando ilusões sem precedente
Contrariando um leque de medidas rigorosas
Impostas pelos sub-alternes imaginários
Que vagueiam de peneira em peneira.

Sinto um arrepio de frio encalorado
Encasacado de tremores vigentes
Apregoando à simultânea luta interna
Regente do mundo irónico ao heróico
Sem intenção de arrefecer o estômago
E aquecer as faces.

Encontro um sorriso distante
Pródigo mas sem registo contagioso de exuberância
Sem conhecimento nostálgico
Ou referência a qualquer sistema incompreendido
Apenas um sorriso...
Cúmplice com o seu olhar terno e voluptuoso.

Olho descuidadosamente para o infinito
Ao encontro do secretismo transparente
No negro mágico da passagem aérea
Subterrada nas linhas finas e invisíveis
De quem velejou ao sabor encantado
De um beijo retirado ao acaso.

Desvio o olhar...tornando a busca incessante
Amordaço os lábios cravando uma garra única
Sentindo revoltado o prazer a transpirar
Mergulhando porfundamente em cada respiração vibrante
Num gesto levemente acarinhado e intimidado
Que percorre corporalmente uma viagem imaginária.

De vontade ambígua e intransigente
A metamorfosse implantada instala-se
Criando um laço corrumpido e vulnerável
De sensações fortemente enraizadas
Apaixonadas pelo saber apetecível
Do toque sedoso e bronzeado.
Fico secretamente retida...


Apoiada nos guindastes corporais do momento
Envolta em imagens distorcidas e recuperáveis
De preenchimento profundo e omnisciente
Onde não reside a contaminação das palavras
Nem o desgaste sonoro dos actos consecutivos.

Fecham-se-me os olhos cansados
Absorvidos pela sórdida cultura emocional
Onde a fraqueza interna suspira liberdade
Enraivecendo a energética guerra sensorial
Soltando o grito histérico sensual
Da vivência única e sem historial.

Procuro e encontro...
O equilíbrio espiritual transitório
Que me eleva corpo, mente e alma
Percorrendo atleticamente o ritmo insaciável
Da batida que despeja energicamente
Toda a balada tóxicamente apaixonada.

Resgato-te todos os dias
Nos recantos das memórias flurescentes
Onde brotam enraivecidas sensações magras
Na esperança de reencontrar o passado
Onde eu me perdi a teu lado sem pesar
E tu me encontras-te no luar!

"A vida é feita de encontros e desencontros!"

A vida é feita de momentos
Apetecíveis no tempo e no espaço
Distantes recomeços emocionalmente sentidos
Livremente aclamados pelo saber do ser
Doces carismas levemente untados de significado
Partilhados em segredos proibidos
De cumplicidade eterna e apaixonante

A vida é feita de desencontros
Oportunos na clandestinidade anfitriã
Do passado e presente ocultamente sábio
Perseverante e tangível do fruto proibido
Tudo tem um caminho e sentido próprio
O encontro casual conduz-nos ao instantâneo
Onde...tu e eu...nos reencontrámos!

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Amigas...para vocês!

Que saudades...
Do vosso sorriso...
Do brilho dos vossos olhos...
Do som das vossas palavras.

Sorriam...
Eu gosto do vosso brilho.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Vem...

Como eu odeio esperar
Esta ansiedade me aprisiona
Fico irracional emocionalmente
Senso comum não existe.

Vem...
Me rapta da monotonia
Da vontade de viver aqui ou ali.

Vem...
Eu necessito de ti
Da tua força para seguir
Da tua segurança inesgotável.

Vem...
Me rapta...
Que eu preciso de ti
Do teu calor
Que me faças sentir viva!
Como só tu o sabes fazer!

Vem...
Eu te espero de braços abertos!

ITAU

Sentado num banco de jardim, contemplando um mundo, um mundo seu, apenas ele e o seu ser, encontra-se um poeta. Não um poeta qualquer, tem um toque especial que ainda não consegui decifrar.
Sento-me do seu lado, tal como todos os dias, abro o meu caderno e começo, página ante página, a absorver toda a energia imaginária que o consome.
Ganho coragem, coloco-me em posição de ataque e avanço.

Todos os dias nos encontramos,
Ou melhor...
Eu o encontro...
Neste banco de jardim
Que mais parece uma paragem no tempo para nós,
Um refugio transversal e sem igual.
Que mundo é o seu?

Meu Mundo...
È igual ao de tantos outros
Ele se eleva e se retrai
Ele me consome e me vicia
Foi construído em pilares de sabedoria
E reconstruído vezes sem fim.
Seu crescimento gradual
O tornou humilde e grandioso
Feroz e implacável sem igual.

Meu Mundo...
Sonhado, projectado, concretizado
Se tornou numa imagem
Pura, aberta, admissível
Com sentimento de pertença
E força viril para vencer.
Seu símbolo e significado
Formam elevados padrões de aspiração.

Através do Meu Mundo...
Observo questões paradigmáticas
Que me concretizão
Que me preenchem até à exaustão
Deixando marcas imparciais
De razões aritméticas delineadas
Degustadas pelo prazer da aprendizagem.

No Meu Mundo...
Alimento pensamentos embriagados
De informação minuciosamente tratada
Psicologicamente enfatizada
Pelos textos enraizados
Fermentados...
Apaladados pelo saber do novo.

Meu Mundo...
Aquele que me pratica
Que me exercita a mente com complexidade
Que me recorda a cada aprendizagem
O gosto da ilação do conhecimento
Reflectindo a cada desafio
Cada etapa alcançada
Susceptível da perfeição
Altamente contaminada de trabalho
Esforço unido e inimaginável,
Com melhorias contínuas,
Quotidiárias e apaixonantes,
Memoráveis de razão mensurável
Atingindo feitos heróicos
Implacáveis pela imensidão
Daquela que nos faz crescer.
Encarando cada realidade,
Cada percurso inatingível,
Com sede de lutar,
De vingar...
A sua missão.
Degustando cada caminho partilhado
Na encruzilhada da sabedoria,
Apaladada pela ambição da procura
Pela busca frutífera de resultados
Alargando horizontes...
Guerreando projectos consumíveis
De prazer e empreendorismo
Trilhando objectivos...
Desbravando estratégias...
De pertença e equilíbrio
Implementadas pela diversificação de etapas
Concretizáveis através da mistura de ideias
Simplificadas e enraizadas
Sob o solo da semente colhida.

Meu Mundo...
Onde tudo é um só.
Onde neste Banco de Jardim
Encontro a Imagem reflectida
Do Trabalho denunciado.
A Audácia da capacidade
Da União preservada,
A Evolução do prestígio
Consagrado e Unido
Através dos Reforços
Obtidos pela força consagrada
Premeditada de ideias...
Profundamente Alcançada!