segunda-feira, 29 de junho de 2009

Pensamento do dia


O ênfase dado a cada assunto por cada personagem diferencia entre olhares, rugas do rosto, gestos, pronúncia, método de racíocinio. Somos todos iguais mas todos diferentes.

Gostava de marcar a diferença no mundo, na vida.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Sorriso


Sigo rumo ao desconhecido
Sob a curiosidade da noite estrelar
No encantamento do toque singular
Junto do olhar profundo enamorado
Do sorriso contagiante partilhado

Observo livremente cada pormenor
Daquele momento repleto de ansiedade
Das borboletas a sobrevoar
A felicidade de contemplar
O sorriso cintilante do teu olhar

Sinto uma felicidade extrema
De nudez interior inexplicável
Quando me olhas e vês
Que a reserva sentimental foi feita
Em nome do sorriso angelical

Continuo a extasiante descoberta
Da maresia ao horizonte solar
Em que as horas se perdem
E as luzes nos encontram
Unidos pelo segredo do sorriso do olhar

Sonho constantemente acordada
Encontrando-te em cada detalhe
Nas visões realistas conjuntas
Em que o pedido foi sentido
E selado com o beijo do sorriso

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Pensamento do dia


Constantemente focamos múltiplas mensagens codificadas que nos atravessam pela janela da vida. O ganho está na beleza da consciência do facto. Olhar algo... conseguir captar e transportar para o nosso mundo interior.

Nem todos os dias conseguimos ver a excelência do que nos rodeia porque estamos muito atarefados nos nossos pensamentos, nos flashes da vivência quotidiária, dos stresses e acontecimentos da vida que nos rodeia. Não observamos o que acontece fora da nossa bolha imaginária sem saber ao concreto o que nos persegue.

Com a existência do contínuo lixo humano, refugiamo-nos no conforto da sabedoria familiar, no olhar da amizade ininterrupta que nos reconhece e nos transfere o calor interno dos sentimentos.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Furacão


Passo no frenesim do assobio
Com o compasso do rodopio
Trauteado a mil ventos
Entre a chama e o pavio

Diminuo a intensidade da marcha
De olhos vendados no exterior
Apenas para acompanhar
A sensação de flutuar

Rendo-me ao seu intuito
E deixo-me escoltar
Pelo batalhão do impulso
Ao som do intervalo do segundo

Enalteço a comunicação
Do frio indiferente do meu coração
Que se espalha visualmente
Junto dos pensamentos sem emoção

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Caranguejo


Incrível como quando lemos o horóscopo dos signos e nos conseguimos identificar com o que está escrito. Eu não sou excepção. Esta definição que encontrei na net do "caranguejo" leu-me a alma. Fica então a partilha da informação:

"Eles são sensíveis, sensatos, solícitos e vivem em busca do tempo perdido. O caranguejo é um idealizador do passado. O conceito de verdade, para um caranguejo, é totalmente sentimental. Esta é a marca registada deste signo de água, regido pela Lua: eles são movidos a sentimentos (verdade, verdadíssima). Realidade, para eles, é o que eles sentem, e nenhuma análise fria, objectiva e matemática dos factos vai convencê-los do contrário (teimosia acima de tudo). Eles são tão amáveis e corteses que às vezes demora para perceber o quanto são refractários a sugestões. (...) "Não vou porque não vou", ele lhe responderá provavelmente porque sente algo absolutamente incomunicável. "Porque sim" e "porque não" são as expressões mais frequentes do repertório do caranguejo. É que ele, apesar de conservador, é também um cara de lua. Suas opiniões variam barbaramente, indo num mesmo dia do grau zero ao grau máximo da escala Richter de emotividade (tenho disto que se farta). A instabilidade do caranguejo oscila entre vários humores. Mas seus ataques de melancolia passam tão rápido quanto vieram: basta que você ofereça um pouco de colo e ele terá de volta tudo que mais necessita, isto é, segurança, segurança e segurança (mta verdade). Os problemas afectam o humor do caranguejo, e ele fica muito sensível e inseguro emocionalmente."

terça-feira, 26 de maio de 2009

Menu para hoje


Abril, mês das indecisões matinais acerca da indumentária a usar. Mesmo com a soneira instalada começam as escolhas, <<a morte de neurónios consecutivos>>. Hoje é um dia qualquer da semana, apenas mais um após o ontem e antes do amanhã. <<Já se foram mais uns quantos neste trânsito infernal>>. Estou tonta e enfraquecida. <<Após uma manhã trabalhadeira eles ressentem-se>>. O meu estômago começa a dar sinais sonoros de indisposição devido ao avançado da hora. Olho de relance para o canto inferior direito do monitor. São 13h23m. Pego na mala XPTO e dirigo-me à zona da restauração. Uma enchente de pessoas interpela-me no caminho dirigido pelos representantes do modo tuga de viver e estar. <<Aí os meus ouvidos! Quero estar num sítio mais calmo. Já não posso com tantos guinchos! Estou a ficar velha!>>. Após minutos ensurdecedores na extensa fila de pré-pagamento, sigo de enfiada para a escolha dos ingredientes que irão fazer parte do cardápio para hoje.

- Desculpe, isso bem servido por favor. – exclamo.
- Qual o molho que vai desejar?
- O de iogurte com ervas, à parte, por favor.
- Copo cheio certo?

Com um sorriso aberto, bem ao meu género, inclino a cabeça e agradeço aquele gesto demonstrado de reconhecimento diário. <<Bolas! Será que vem tudo à mesma hora? Amanhã tenho mesmo de vir mais cedo>>. Mas...nunca vou! Sento-me para almoçar. Eu, o tabuleiro com a salada e o meu bloco de notas in. Ligo o Mp3. A música liberta em mim o elixir da calma e o néctar da alegria, ajuda-me no relaxamento do espírito exaltado e a refugiar os meus pensamentos. Garfada após garfada, o caderno começa a encher-se de protótipos de palavras, ideias, construções. A música, essa, era interrompida constantemente pelas palavras soltas proferidas pelo espaço comum onde estava habitada naquele instante. <<Incrível como as conversas são sempre as mesmas. A única coisa que muda é a cara>>.

sábado, 23 de maio de 2009

Perspectiva


Passo e observo a mesma imagem todos os dias. Parece sempre diferente. Consigo retirar eficazmente cada pormenor daquele momento. A diferença confere à imagem uma denotação imaginária. Seja pela luz diferenciadora daquele segundo, seja pela simbolização dos sentimentos do momento. A imagem é sempre diferente conectada com a mudança da perspectiva. Altera-se com o contexto vivido no acto presente. Desejo parar a imagem, fixá-la naquele ponto de felicidade momentânea onde a calma se apresenta e o júbilo se instaura. Desejo retirar a pigmentação ocular do vasto horizonte, a par com as casas sob a linha do rio no instante em que o sol adormece e a lua toma vida. Compartilho a arte de observar com quem quer que esteja a comtemplar aquele momento mágico de luz sob o planalto do anoitecer que se faz acompanhar pela monitorização das nuvens, fornecendo ilusões visuais que culminam naquele segundo de pequeno prazer. Tenho a sensação que alguém também a vê. Anseio para que alguém a descubra também. Que a observe e ma descreva tal como a vê. Desejar que alguém a observe pode ser um acto de loucura. Talvez alguém com a mesma sorte de ter parado e dislumbrado da mesma perspectiva.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Vazio


Olho continuamente
Para a folha em branco
Projectada no monitor
Do pensamento
Nada consigo escrever
As palavras não se conjugam
A fonética não se ouve
A magia…essa perdeu-se
Oh não,
Estou vazia
Completamente nua
E sozinha.

Os dilúvios teimam em acontecer
A conjugação não se repete
A verdade não existe
Nada tem sentido
Não estou em mim
Diz-me…
Onde estás tu?
Oh não,
Estou vazia
Completamente nua
E sozinha.

A lividez é rainha
A realidade distorcida
A verdade não existe
Oh não,
Estou vazia
Completamente nua
E sozinha.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Passeio


Passeio pela calçada lisboeta
Sob a folia das luzes nocturnas
Entre vitrinas ostentadas
E fachadas pombalinas

Percorro com demora
A outrora avenida enamorada
Saboreando cada detalhe
Da vida lusa prometida

Sentada nos antigos bancos
Deformados e sujos
Com a cabeça entre os joelhos
Ouço os passos descompensados
E as buzinas alegóricas
Do rodopio da orquestra portuguesa

A meu lado um homem estático
Segura o pote de água corrente
Embelezado pela vegetação primórdia
De contentamento questionável

Passeio mais um pouco
Aos encontrões sugestivos
Nos pensamentos correntes
Daqueles que se afastam
Por entre o meu caminho

Continuo a minha demanda
Sob o luar bairrista
Dos lunáticos sem razão
Junto à colina da vida

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Como?


Estou prisioneira de um começo
Pela eterna felicidade
Da magia deslumbrante
De um beijo apaixonado
Da emoção transparente
Do coração estonteante
Quando te olho
E...te vejo
Sem máscaras
Sem mágoas
Apenas tu...e...eu

Como me encontras-te?
Como sabias que te queria?
Como o calor do desejo intencional
Fugaz e emocional
Se tornou minha vizinha?

Saltitanto na embelezada vivência
Por entre campos selvagens
De virgindade patente
E robustez do presente
Caminho sobre as linhas férreas
Delineada pela sinuosidade da vida
Perdida nas objectividades
Dos flash subjectivos
Na ânsia de encontrar
Entender e procurar
A resposta da decisão a tomar

Como me encontras-te?
Como sabias que te queria?
Como o calor do desejo intencional
Fugaz e emocional
Se tornou minha companhia?

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Fui Desafiada!

1-Nome?
Sara

2- Porque lhe deram esse nome?
Devido ao seu significado ("Minha princesa")

3-Você faz pedidos às estrelas?
Sempre. Elas fazem parte da minha imaginação constantemente

4- Quando foi a última vez que chorou?
Sexta no cinema com as babes

5- Gosta da sua letra?
Sim

6- Gosta de pão com quê?
Com queijo flamengo

7- Quantos filhos tem?
Não tenho

8- Se fosse outra pessoa seria seu amigo?
Sem qualquer sombra de dúvida

9- Saltaria de bungee-jump?
Claro! Esse ainda é um dos meus sonhos por realizar

10- Dessamarra os sapatos antes de tirá-los?
Se não o fizer não tenho mais trabalho?

11- Acredita que é uma pessoa forte?
Não tanto como gostaria

12- Gelado favorito?
Canela

13- Vermelho ou Preto?
Preto

14- O que menos gostas em ti?
Insegurança e mau humor para quem não merece

15- O que mais gostas em ti?
Olhos, por serem verdadeiros

16- De quem sente saudades?
Das estrelas e de mim

17- Descreve que tipo de roupa está a usar agora?
Um vestido, uma camisa, collants e saltos altos

18- Qual foi a última coisa que comeu hoje?
Almoço da "Vitaminas"

19- O que está escutando agora?
Jason Mraz

20- A última pessoa com quem falou ao telefone?
Mummy

21- Bebida favorita?
Caipirinha

22- Comida?
Muamba

23- Último filme que viu no cinema e com quem?
“Ele não está assim tão interessado”, com as babes!

24- Dia favorito do ano?
Ano após ano denoto uma crescente evolução para aceitar que o dia de aniversário tem de ser o melhor do ano

25- Inverno ou Verão?
Verão SEMPRE!

26- Beijos ou abraços?
Beijos carnais!

27- Sobremesa favorita?
Mousse Manga

28- Que livro está a ler?
Por enquanto nenhum

29- O que tem na parede do seu quarto?
Fotos

30- Filmes Favoritos?
"Danny the Dog" e "P.S - I Love You"

31- Onde foi o lugar mais longe que já foi?
O meu inconsciente

32- Uma música?
"She"

33- Uma frase?
Um sorriso será para sempre Eterno

P.S - Eu aceitei o desafio e tu?

sexta-feira, 3 de abril de 2009

O Segredo


Estaciono junto ao rio Tejo com vista soberba para as margens de Lisboa e Almada. Junto á margem este do rio passeiam casais enamorados dando as mãos clandestinamente, crianças esfomeadas de energia saltitante e os mais velhos, para quem o tempo tem passado vincadamente no seu corpo usado pelas décadas passadas. Do alto, o sol reflecte todo o seu brilho sob a penosa folia ventosa que rodopia ao tom do compasso de um assobio. Olho ao espelho. Não reconheço quem me olha. Seu olhar sem brilho mais parece um rastilho pronto a acender. Seu sorriso sem réstea de alegria permanece enjaulado para domesticação. Retiro o estojo cor-de-rosa e começo a transformação. O lápis preto inicia a magia dando lugar aos brilhos catatónicos finalizando com o contraste cor de caramelo no preenchimento da definição da linha carnuda do poder. Gotas perfumadas a flores, acabadas de colher, com leve traço a incenso de canela pairam sob o pescoço até á linha de sedução. Passo os dedos pelo rebelde cabelo encaracolado como se ele fosse ficar muito diferente do usual e coloco um gancho na madeixa de cabelo que tem tendência para me enervar. Olho ao espelho. Falta apenas o retoque final. Ajeito o colorido top estonteante e o busto fica absolutamente perfeito para o momento, nada de exageros ou cobertura total apenas o toque certo e a medida ideal. O triângulo encantadamente sedutor fica concluido. Olho ao espelho. Reconheço quem me olha. Seus grandes olhos revelados cintilam ao tom da amadurecida jabuticaba acabada de colher. Seu sorriso fluente e inebriante ilumina o dia de quem tem o privilégio de o contemplar. Calço os saltos agulha, verdes erva, em sintonia com todo o conjunto borboleta apresentado. As assas...essas estão marcadas no meu corpo, mente e alma. De forma pausada, traço o meu caminho até ao parque com as árvores bonzai anciãs onde o túnel grená faz a passagem. Uma porta deformada simétricamente com hieróglifos primários dá as boas-vindas ao mundo secreto. Subo o primeiro degrau dourado...uma paz profunda assola-me. Subo o segundo degrau dourado intenso...o meu corpo estremece. Fico parada no terceiro reluzente degrau...o aroma da felicidade e da liberdade é sentido em todo o seu esplendor. O que era um parque aos meus olhos passou a floresta encantada no consciente. Dou o passo em frente...todo o corpo possui uma leveza in natura primordial. Passeio pelas bonitas copas floridas, por entre vegetações revestidas, cataratas fascinantes, vidas significantes que borbulham a cada rodopio do assobio. A meu lado, pequenas maravilhas acompanham-me ao sabor do compasso musical trauteado pela feudal clave estrelar. Uma onda de forte dimensão leva-me a planar na sua direcção. Avisto um clarão sem proporção sob a face de quem me espera. Aterro sem noção, completamente adormecida pelo encantamento da luz ancestral. Tento falar e tudo o que consigo fazer é soltar as mais belas borboletas que estavam presas no meu interior. Elas tomam um único rumo...chamar a atenção do segredo. Um eterno segundo seguido de uma brisa avassaladora foi o suficiente para o enamoro primaveril do mistério.