Fecho a porta do carro. Sigo em frente sem olhar para trás, sem olhar para ti, sem olhar para nós, sem olhar para o passado. Percorro o caminho anestesiada pela presença da existência humana e como cada pormenor afecta até o mais ínfimo descrente. Cada passo uma ideologia constrangedora de saberes e sabores nacionais e ficcionais que alimentam quem os consegue absorver na imensidão do ser e do vazio repleto de luz incandescente que nos assolapa a cada murmúrio teatral. Cada gesto uma compensação de algo inerentemente proporcional ao feito e feitio de quem éramos, somos e seremos com ou sem género, com ou sem capacidade para sentir o que de mais importante sustém a sanidade térrea do prazer descompensado em que a loucura se torna no aliado sem cúmplice a rastejar como peso morto ou vivo sem vivência ou explicação. Cada balanço uma libertação sem exagero de algo esquecido ou apenas adormecido no recôndito dos tempos perdidos ou marcados no ser, o ser que caminha junto a nós como alma ou bicho de estimação a quem queremos muito e também mal, a quem pedimos perdão e rimos... como falcão a planar o monte em busca do sim e do não. Cada olhar nova forma de expressão vincada sob o pretexto da razão com ou sem capacidade para a acidez do antigo ou novo a experimentar o corpo, saco preto jogado sobre o manto do prazer onde a existência ou falta dela faz de nós pequenos parasitas emocionalmente ou não perdidos na pandemia da experiência da previsão e sabor resumido a odor com ou sem dor. Cada detalhe projectado sob a forma de moda com ou sem nexo de estação onde temos a sensação de querermos ser sempre mais com ou sem solução para parecermos iguais cópias do mesmo significado ou sem ele como ratos no labirinto à procura da saída mais próxima para a perfeição acompanhada da ilusão de pertença pela mão tomando o controlo babilónico da erupção. Cada postura uma sugestão, um preliminar da natureza validado pela abstenção da maioria antagónica em regime de liberdade condicional apática ou não movimentada através dos escombros insignificantes da sociedade prisional insistindo coerentemente em viver ou sobreviver dentro de si, de cada um de nós eternos mercenários da vida que nada apressamos a não ser existir ou subsistir. Cada passo, gesto, balanço, olhar, detalhe, postura se incorpora na soltura ganha e perdida pelo tempo caminhado ao mesmo tempo perdido no desafio da existência pessoal social onde cada um de nós mergulha na diferença da raça imaginária que produz o sonho individual de conquistas e guerras desbravadas pelo negro da personalidade simultaneamente enriquecido na doçura da beleza sedutora torneando a fraqueza da mente em plenos nenúfares de orgia brilhante onde as ideias nascem e o paraíso se sente camuflado pela presença ensurdecedora da música intemporal… sobre a vida.
Nunca deixes de observar...Se te sorriem, sorri também. Verás as coisas...diferentes!
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Meu amor
Meu amor,
Sei que estes meses não tem sido fáceis para os dois mas a realidade é que talvez tenha sido mais difícil para mim… tal como dizias…. Estavas habituado a sobreviver e não a viver… e eu gosto tanto de viver!
Sim… sou eu a egoísta no meio disto tudo… mas tu também o és quando não entendes que também tens de fazer um esforço por mim, para fazer algo que eu releve. A realidade?? Contigo sinto que estou a ver a vida a passar ao lado… sinto que o que me inspirava, que me dava energia, que me fazia feliz… acabou e eu já não faço parte dessa bolha… Sei que talvez para ti não faça muito sentido mas a realidade é que aquilo que é a minha essência está a desvanecer devido às escolhas que tomei, devido ao facto de te ter colocado acima de mim (escolhas essas que fui eu que tomei e não te culpo por isso, culpo-me a mim por ser fraca e deixar sempre tudo nas mãos dos outros), devido ao facto de ter achado que o amor e uma cabana chegava para ser feliz… Sinceramente? Descobri, se calhar não da melhor forma e não muito cedo, que afinal eu não dou para esse estilo de estar na vida. Eu preciso de mais para me sentir completa, feliz, extasiada, inspirada, cativada, apaixonada…. Preciso de muito mais e tal como temos estado a vivenciar, tu não o consegues alcançar nem entender e por isso e por mais que te ame do fundo do coração não acho certo, nem correcto para comigo e para contigo continuar a manter esta nossa relação… que já nos trouxe muitos e muitos dissabores…. Porque no final o que realmente interessa é se somos felizes! Eu não o tenho sido e tu sabe-lo! Apesar de tu dizeres que tens sido também sei que sabes que não tens sido e que esta jornada em conjunto tem sido boa mas muito difícil.
Não que o difícil não seja bom, que o é e nós crescemos, mas a realidade é que esta nossa caminhada apenas tem sido positiva num aspecto…. Pelo facto de nos amar-mos tanto temos suportado tudo o que tem acontecido! Mas eu amor?? EU não consigo dar mais de mim neste momento porque eu perdi-me! E contigo a meu lado não me consigo encontrar porque a realidade é que não possuis a bagagem necessária para entrar no meu Mundo… que sei que é complexo, que é meu, que é demasiado às vezes fantasiado, mas é o Meu Mundo e tu não entendes, compreendes, nem queres saber! E eu preciso de voltar a reencontrar-me enquanto Sara e pessoa humana que sou porque tu conseguiste retirar para fora tudo de pior que existe em mim e eu perdi as forças para tentar tomar as rédeas.
Não estou a dizer que és tu o culpado mas talvez a tua missão neste momento da minha vida foi tornar-me numa pessoa mais consciencializada…. E foste tu que o conseguiste mas também conseguiste misturado com o meu inconsciente e consciente tornar-me em alguém que não conheço e que não anseio conhecer e fechar a sete chaves, percebes? Por mais que te ame não consigo neste momento dar-te o que necessitas porque perdi-me de mim própria e enquanto não me encontrar não te consigo dar mais nada a não ser o que tens experienciado.
Sinto-me presa e encurralada, como se alguém estivesse a viver a vida por mim e me tivesse aprisionado num castelo na torre mais alta para não voltar a sair… mas eu quero e preciso de me libertar percebes? E eu não o vou conseguir tendo-te do meu lado porque neste momento eu preciso apenas de mim e só de mim…. E apenas depende de mim conseguir sair e correr e enquanto eu estiver nesta jornada não consigo ter força nem capacidade para te carregar comigo. È egoísta?? È… eu sei! Mas eu preciso de mim agora mais do que nunca e preciso de redireccionar todas as minhas forças para mim e exclusivamente para mim porque afinal de contas o que quero e sempre desejo e desejarei é… ser feliz!
Escrevo
Escrevo enquanto houver perguntas sem resposta. Escrevo enquanto houver respostas com interrogações. Escrevo enquanto houver interrogações acompanhadas de exclamações. Escrevo enquanto houver exclamações aos trambolhões. Escrevo enquanto houver trambolhões casados com as negações. Escrevo enquanto houver negações cansadas das acusações. Escrevo enquanto houver acusações dignas de serem escritas. Escrevo enquanto houver escritas sentidas e vívidas. Escrevo enquanto houver vívidas ameaças à evolução do ser. Escrevo enquanto houver ser parecer sem transparecer os medos dos demais. Escrevo enquanto houver demais solto mas dentro viciados em mais. Escrevo enquanto houver mais subtraído ao feriado preso no corpo. Escrevo enquanto houver corpo enérgico mas inerte de ilusão. Escrevo enquanto houver ilusão a navegar pelos prados nas montanhas do pensamento. Escrevo enquanto houver pensamentos que transbordam emoção. Escrevo enquanto houver emoção com ou sem direcção. Escrevo enquanto houver direcção a seguir parar escolher mudar as vezes que achar que devo amar. Escrevo enquanto houver espaço para amar chorar espernear apaixonar vezes sem conta e conta sem vez. Escrevo enquanto houver vez de me fazer à vida de noite ou de dia. Escrevo enquanto houver dia em que pense em ti. Escrevo enquanto houver a quem chamar ti sem explicação ou com explicação sem entoação. Escrevo enquanto houver entoação das palavras e da música para tocar e enaltecer o coração. Escrevo enquanto houver coração a quem chamar a atenção. Escrevo enquanto houver atenção a quem dedicar um poema ou canção. Escrevo enquanto houver canção simbolizante da vida e do prazer de sonhar. Escrevo enquanto houver sonhos a concretizar realizar idealizar. Escrevo enquanto houver sonhos a partilhar. Escrevo enquanto houver partilha de alma. Escrevo enquanto ainda tiver alma e me doer. Escrevo enquanto houver dor e agasalho como a noite fria debaixo do carvalho. Escrevo enquanto houver carvalho a quem jurar namorar. Escrevo enquanto houver namoro sem retorno. Escrevo enquanto houver retorno das horas passadiças e tardias na ponte da lua. Escrevo enquanto houver lua a nascer de desejos enamorados momentos de pecado. Escrevo enquanto houver pecado a ser contado escrito lido falado sem olhar pro lado. Escrevo enquanto houver lado para onde me virar seja parede sol ou mar. Escrevo enquanto houver mar onde me refugiar ler sentir escrever por prazer. Escrevo enquanto houver prazer em escrever e escrever. Escrevo enquanto houver prazer no que estou a fazer. Escrevo enquanto houver prazer apenas pelo prazer. Escrevo enquanto houver perguntas que possuem respostas.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Uma tarde na praia do Castelo
Existirá algo melhor do que estar numa praia quase vazia, deitada na areia a ouvir um house e a ver o mar? Existirá alguma melhor forma de relaxamento que esta? Neste preciso momento creio que não! Nada conseguiria igualar a paz que encontro neste local onde tudo combina e a áurea me aquece. Nada conseguiria acompanhar este momento ímpar. Nada substituiria esta tarde bem acompanhada comigo mesma. Nada excepto se estivesse apaixonada e a pessoa estivesse a desfrutar desta tarde tanto como eu. Mas mesmo assim, pesando bem ambas as equações, como se de uma última jogada de xadrez se esteja a planear, nem mesmo acompanhada e de coração assolapado, batia esta tarde. Não sei porque me sinto completa, cheia e vazia, quente e fria, acordada e a sonhar por ver este imenso mar com a areia a acalmar. Sinto que não preciso de correr, voar ou nadar, apenas caminhar e passear nesta tarde de verão, ao sabor da música que me acolhe sem razão.
E foi precisamente a acabar de escrever estas palavras que começa ADELE com Someone like you e tudo se completa. Conhecer alguém que me deslumbre e me apaixone aos poucos é o que eu quero mas para isso eu tenho de primeiro conseguir livrar-me dos fantasmas do passado e de tudo o que eles acarretam e sei que é precisamente isso que estou a fazer para quando conhecer alguém que me arrebata em todos os sentidos e eu ser apenas dele e das memórias futuras e não me fazer acompanhar de sentimentos aos quais não lhe pertencem. Sei e acredito que ainda terei o meu conto de fadas, a minha história de amor que irá para sempre arrebatar a minha vida. Sei que sim… e quando a tiver… serei apenas eu, a Sara, uma miúda mulher que espera da vida algo mais do que ela sonha e que o seu propósito no mundo, a sua grande pegada na humanidade será grande.
Sara olha para ti de dentro para fora e não de fora para dentro. Continua o caminho que encontras-te para seres TU e segue-O! Lembra-te: vê sempre a vida com um enorme SORRISO, porque ele é e será sempre eterno!
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Signo: Caranguejo
"O carácter de um nativo deste signo é o menos claro de todos os signos do zodíaco. Um Caranguejo pode ser de tímido e aborrecido a brilhante e famoso. Os cancerianos são conservadores e adoram a segurança e o calor do lar. A casa de um nativo deste signo tende a ser o seu refúgio pessoal mais do que uma vitrine para deslumbrar aos demais. Um canceriano entende que há momentos para ser sociável e outros momentos para ser solitário. Isto é uma das contradições em seu carácter. De fora parecem decididos, resistentes, teimosos, tenazes, energéticos, sábios e intuitivos. Não obstante, os que o conhecem desde a intimidade podem ver um tipo de pessoa totalmente diferente alguém sensível, sobretudo com as pessoas de quem gosta. Os Caranguejos sabem identificar-se com a situação dos outros por sua grande capacidade imaginativa. Às vezes são fantasiosos demais e pretendem construir a vida segundo um ideal romântico. Gostam de arte, música e literatura, sobretudo de artes dramáticas e de acção. Os nativos deste signo possuem um talento literário ou artístico considerável. O seu caminho pessoal consiste em reconciliar o seu conflito interno. Por um lado, encanta-lhes ser extrovertidos. Por outro, têm tendência a retrair-se. Quando conseguem conciliar ambos os lados são capazes de inspirar toda uma geração, sobretudo os jovens, com as suas ideias. O canceriano tem uma memória excelente, sobretudo para acontecimentos pessoais e recordações da infância, que são capazes de lembrar com o máximo detalhe. Os Caranguejos vivem condicionados pelas suas recordações do passado e por a sua imaginação sobre o futuro. O signo de Caranguejo tem muitos defeitos potenciais. Podem ter uma tendência à desordem, um complexo de inferioridade. Sentem-se aludidos com frequência, e muitas vezes por causas imaginadas, sem fundamento real, e adoram receber afagos. São ambiciosos. Podem mudar sem dificuldade de profissão, de lealdade e inclusive de opinião sobre as pessoas. Tímidos e misteriosos, os nativos deste signo são muito ligados a tradições. É o signo do sonho, da ternura, imaginação e da memória tenaz que fixa e idealiza as recordações, acontecimentos e sentimentos do passado para se proteger contra as incertezas do futuro. Sedutor e sensual. O amor de Caranguejo tem sempre algo de contos de fadas, com a sua princesa, o seu príncipe encantado, mas também com uma maldição a combater e monstros ameaçadores. É o amor puro das crianças, o amor maternal, o amor romântico, mergulhado num sonho ideal e inacessível ou definitivamente parado num rosto ou em um nome. O humor do Caranguejo é extremamente mutável e em ocasiões tende a ser rabugento e agressivo, uma vez que a sua necessidade de auto-defesa (às vezes antes mesmo de ser atacado) é uma de suas características fundamentais. Oscila entre o júbilo e a depressão. Podem ser muito fechados. Costumam ser muito capacitados intelectualmente e extremamente ligados às artes e à poesia. Embora o nativo deste signo seja protector e saiba esperar, é um erro acreditar que o Caranguejo seja um indivíduo passivo. Ele pode ser bastante agressivo para conseguir o que quer, mas com frequência prefere nada exigir, esperando que os outros compreendam as suas necessidades, sensibilidade e disposições diversas. Um forte laço de empatia com outra pessoa é muito mais importante para um Caranguejo do que a razão ou a lógica. Como ocorre com o jovem adulto, a amizade profunda e emocional é da maior importância para ele bem como a consequente necessidade de confiar e compartilhar. De facto este nativo acha difícil trabalhar com pessoas com quem não nutre laços pessoais de compreensão mútua. O Caranguejo é muitas vezes uma pessoa incomum, consciente do que o separa dos outros. Seu talento para a expressão não verbal se reflecte na forma como arruma a casa, com destaque especial para a cozinha e o quarto. Actividades como comer, dormir, expressar-se sexualmente e compartilhar afecto ou simpatia devem ser privadas, regulares e satisfatórias de modo a oferecer a quantidade incomum de apoio psicológico tão necessário ao nativo deste signo. Sem isso, o Caranguejo torna-se nervoso e irritado. Uma noite silenciosa a sós com os amigos pode ser uma experiência deliciosa para os nascidos sob este signo. No entanto, muitos Caranguejos possuem aspectos estranhos à sua personalidade que precisam ser periodicamente revelados em público. De modo geral, a apreciação não é tão importante para este nativo como a expressão e a liberdade. Naturalmente o Caranguejo é persuasivo na esfera privada, onde melhor desempenha suas qualidades mágicas especiais."
Palavras para quê? :)
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Encontro Singular
Numa tarde sem igual
A inocência quebrada de forma desigual
Abandona a metáfora ficcional
E espalha o conto tradicional
Na paisagem perdida de tempos
Nos recantos do ser incompletos
Em que nada mais a oferecer
Do que aquilo que se pode ver
Bebe mais um trago da essência de vida
Rouba mais um beijo do navio desprevenido
Aceita mais um carinho do corpo despido
Recebe mais um convite da inexistente dúvida
Aqui e agora
Ao sabor da maresia
Nos meus braços
As mentiras
Pequenas histórias vividas
Dos olhares nas entrelinhas
E de mãos dadas a passear
À beira-mar
Tu e eu
O encontro singular
Numa noite em especial
A construção de uma estrela confidencial
Juntos na varanda presidencial
Revivendo a bolha relacional
A procura da razão existencial
Para o rumo tomar
E a felicidade visitar
Um e outra vez sem requisitar
Brinda uma vez à ingénua loucura emocional
Foge uma vez da irresistível ternura perdida
Devolve uma vez a timidez na despedida
Oferece uma vez tua alma incondicional
Hoje e amanhã
Acto por ti protegido
No teu corpo
O abrigo
De memórias sentidas e vividas
No pensamento as entrelinhas
Para acreditar a confiar
À beira-mar
Tu e eu
O encontro singularquinta-feira, 1 de setembro de 2011
Amiga Clandestina
Sou só amiga clandestina
Apenas uma menina
Pequena bailarina
Dançarina no tempo
Que o destino importunou
Violino de vida
Que sonho assassinou
Presença perdida
Sentida
Procurada
Numa noite sem fim
Lembranças enfim
Quando penso em ti
Quero-te por perto mas fujo
Quero-te no meu abrigo mas empurro-te
Carinhos desfazem-se
Para me esquecer que me lembro de ti
Uma e outra vez nas noites sem fim
Em que me procuro e te encontro
No maestro desassossego do recontro
Sou só amiga clandestina
Apenas feminina
Pequena felina
Libertina do tempo
Que o figurino representou
Inquilino da vida
Que sonho patrocinou
Descrença pretendida
Pedida
Despedida
Numa noite confim
Vingança enfim
Quando passo sem ti
Quero-te por perto mas fujo
Quero-te no meu abrigo mas empurro-te
Carinhos desfazem-se
Para me esquecer que me lembro de ti
Uma e outra vez nas noites sem fim
Em que me procuro e te encontro
No maestro desassossego do recontro
Somos só amigos clandestinos
Porque o mundo é dos pequeninos
Somos só amigos clandestinos
Porque o mundo é dos pequeninos
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Amar
Encontro-te a caminho e escondo-me com jeitoAtrás do pilar que me envolve o peito
Eu sei que fujo mas vou continuar
Meu amor, pra sempre amar
Olho pra ti… revejo-nos figura intensa nua e crua
Encontros perdidos no tempo e prazer
Nada parecia mudar a nossa rua de lua
Nascemos, perdemos porque amámos a correr
Olha pra mim, encontra-te nos recantos do meu ser
O meu amor por ti vai além do que posso escrever
Sim eu sei… é difícil entender
Mas… vem nos meus braços adormecer
Hoje é o dia em que te tenho por perto
Só existes tu e eu neste mundo deserto
Não quero ouvir, falar, sonhar
Meu amor, como é bom amar
Percorres o mundo e floresces no meu campo
Vagueias pelas encostas e viajas como relâmpago
Não sabes onde estás mas encontras a paz
Eu sei meu amor… não olhes pra trás
Olha pra mim, encontra-me nos recantos do teu ser
O meu amor por ti vai além do que posso descrever
Sim eu sei… é difícil perceber
Mas… deixa-me nos teus braços amanhecer
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Procuro-te
Procuro-te entre as horas passadas do dia mas não te encontro. Sinto-te perto mas longe de alcance. O que tens? É colocado constantemente nos pensamentos. Nada consegue responder.
Capítulo
“Tens de fechar esse capítulo da tua vida!” foi o que ouvi enquanto as lágrimas se soltavam para o rosto. De olhos inchados e voz a soluçar ouço as palavras proferidas de forma sábia e realista.
“Esquece! Tens de te libertar!” foi o rombo da bateria.
“Esquece! Tens de te libertar!” foi o rombo da bateria.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
COMER. ORAR. AMAR.
Acabo hoje de ler “COMER. ORAR. AMAR.” De Elizabeth Gilbert. Um livro que será para reler sempre que assim o entender pois tem tudo haver comigo, com a jornada em que me encontro. Elizabeth, a certa altura no livro, diz que existe sempre uma palavra que nos descreve tal como somos. Ponho-me a pensar qual será a minha. Uma certa noite a Carmen definiu-me como “ela é mesmo assim… espontânea! Adoro isso nela.” Durante algum tempo, enquanto lia o livro, dei comigo a relembrar essa palavra vezes sem conta. Será a palavra espontaneidade que melhor me define? Penso que por enquanto sim… enquanto não encontrar melhor definição… se bem que talvez saiba que essa palavra já me definiu e encaixou melhor. Sei que agora talvez não seja 100% a melhor definição mas enquanto não encontrar melhor esta terá de servir uma vez que a realidade é que a espontaneidade e emoção sempre foram os meus lemas. Por agora ainda serve… daqui a uns meses não sei… só sei que estou numa caminhada interior não sabendo qual será o fim nem querendo neste momento realmente saber… se bem que o fim geral será: “Parabéns Sara… finalmente conseguiste!”
Eu Interior
Deitada sobre a paz e sossego da tranquilidade relembro o que me disse a mim mesma no primeiro dia deste ano: “Este é um ano de mudança em ti! Conhece-te, aceita-te e ama-te tal como és e serás uma mulher feliz e apaixonada como nunca pensas-te que serias!”. Sim… este é o ano, a minha maior ambição enquanto mulher e ser humano, ser a minha própria salvadora sem precisar de alguém para me salvar… apenas eu! A minha luta está ainda apenas no início da sua viagem. Aminha força está apenas agora a construir-se. A minha individualidade espiritual está agora a iniciar a sua jornada por estes caminhos sinuosos de alta compreensão e entendimento de puro prazer intelectual. A minha viagem por este mundo de descobrimento e reconstrução do meu ser está agora a tomar forma e lentamente como um bebé que começa a descobrir-se… também eu me descubro! Também eu me entretenho comigo mesma sem precisar de alguém para o fazer porque finalmente descobri que me tenho a mim… primeiro e exclusivamente a mim! Creio que esta jornada está longe de terminar... sinto-me como num túnel sem ver o fim mas sinto-me bem e em paz como nunca ante me senti. Creio que estou confiante e serena mesmo nos meus maiores momentos de loucura insana por querer ter tudo resolvido sabendo que só de mim o depende. Estes momentos são de uma insanidade extremamente reconfortante e apaziguadora de reconhecimento interior. “Sei que consegues! Sei que és forte e persistente! Sei que te amas e que sabes quem és! Apenas tens de encontrar dentro de ti o caminho até vires ter comigo sempre que precisares e quiseres. Lembra-te… eu sei quem tu és e amo-te tal como és apesar de ainda não o reconheceres!”
O que queres?
O que queres? O que queres? O QUE QUERES? Não sei… EU NÃO SEI! Chora ela compulsivamente, desfazendo-se em água, conseguindo libertar-se de tudo o que a retém. O QUE QUERES? É a pergunta que todos os que passam na minha vida me fazem e mesmo assim continuo sem resposta. O QUE QUERES? Eu não sei! Eu simplesmente não sei! Não sei o porquê da angústia, o porquê da tristeza que vem e desaparece mas que teima em permanecer mais tempo do que queria, o porquê da melancolia profunda e saborosa mas demasiado rufia para o meu corpo, o porquê dos pontos de exclamação e do desaparecimento da vontade, o porquê das limitações e fraca coragem, o porquê de não olhar para mim e não me ver, o porquê de não saber ver quem sou.
O que queres? O que queres? Quero sentir e viver a VIDA!
Sei
Sei que tens
Um dia pra dar
Sei que tens
Um dia pra amar
Sei que tens
Mas tu dizes que não
Caminho
Desprendida da emoção
Ao som da canção
Onde me encontras
Na esquina da inspiração
Sustendo a respiração
Pra com um beijo
Me casares
E me amares
Sem qualquer razão
Nasce Vida
Percorre o prazer
Da idade sem porquês
Rejeitando
A capacidade
De amar
Sem vaidade
Tropeça
No regresso
No sonho virado
Do avesso
Onde o descobrimento
É mais do que
Um progresso
E nasce vida
Da orgia destemida
De uma sociedade
Sem absoluta qualidade
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