Numa esplanada à beira-mar
Duas chàvenas brancas fumegantes
Distraem dois jovens
Que estonteantemente conversam
Numa mesa de café
Na esplanada à beira-mar
Ela olha para ele
Sorri
Sem razão ou intenção
Apenas a celebração
Da grandeza que é ter vida
E viver
Possuir sentimentos
Ser emocional
Ser quem é
Sente uma forte batida
Desvia o olhar por segundos
O vazio instala-se
Como por segundos
E como por magia
Nada será como antes
Os promenores alteram
As personagens substuídas
Palavras consumidas
Ecoam em câmara lenta
E formam uma rede interactiva
De balões suspensos
Literalmente enjaulados
Numa esplanada à beira-mar
Dois copos gelidamente refrescantes
Distraem dois jovens
Que estonteantemente conversam
Numa mesa de café
Na esplanada à beira-mar
Ele olha para ela
Sorri
Sem razão ou intenção
Apenas a celebração
Da partilha daquele momento
Junto dela
Sabendo que não faz ideia
Do que ele pensa
De quem é
Os seus olhos brilham
Ele sabe que ela reparou
Apenas sorriu
Como que de um sinal se trate
Igual ao de um jogo de cartas
Em que o está em cima da mesa
É do conhecimento de ambos
E no fim o consumido
É de consentimento mútuo
Onde a mesa de café
Serve de bandeja
Para o entoar de suspiros
De dois corpos molhados
Numa esplanada à beira-mar
Dois beijos foram roubados
Ao sabor do mar salgado
Que serviu de cenário
Numa mesa de café
Na esplanada à beira-mar
Nunca deixes de observar...Se te sorriem, sorri também. Verás as coisas...diferentes!
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Rosto do passado
Nasce mais um dia
Que me cumprimenta
No primeiro abrir de olhos
Cheio de cores brilhantes
Que me aquece a face
No primeiro arfar
Do momento constante
O sol radiante acompanha-me
Ao longo das cruzilhadas temporais
E das reviravoltas travadas
Nos confrontos assinalados
Do quotidiano precário
Devorado mágicamente
Como um livro de crianças
Olho para o rosto do passado
Para a imagem fotografada
Pintada de fresco naquele momento
De luar sob a luz estrelar
Em que a sombra pairava
Como se a alma transcende-se o seu lugar
Sem um suspiro soltar
Nasce mais uma noite
Sorrindo voluntariamente
Com todas as suas tropas luminosas
Fazendo brilhar o vigor secular
Das viagens territoriais
Perdidas nos recantos
Dos seus dois olhos
Que me cumprimenta
No primeiro abrir de olhos
Cheio de cores brilhantes
Que me aquece a face
No primeiro arfar
Do momento constante
O sol radiante acompanha-me
Ao longo das cruzilhadas temporais
E das reviravoltas travadas
Nos confrontos assinalados
Do quotidiano precário
Devorado mágicamente
Como um livro de crianças
Olho para o rosto do passado
Para a imagem fotografada
Pintada de fresco naquele momento
De luar sob a luz estrelar
Em que a sombra pairava
Como se a alma transcende-se o seu lugar
Sem um suspiro soltar
Nasce mais uma noite
Sorrindo voluntariamente
Com todas as suas tropas luminosas
Fazendo brilhar o vigor secular
Das viagens territoriais
Perdidas nos recantos
Dos seus dois olhos
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Olho para ti
Uma sombra acompanha-me
Levanto a cabeça
Os teus olhos ressalvam
O negro sentido misterioso
Do sorriso vincado
Com a verdade momentânea
Olho para ti
Mas não te vejo
Não sei quem és
Tudo porque...
Não me vejo a mim
Uma lembrança repentina
Recordo o nosso passado
O cheiro a canela
Do incenso queimado
O odor dos corpos unidos
No banho aromatizado
Olho para ti
Mas não te vejo
Não sei quem és
Tudo porque...
Não me vejo a mim
Uma memória desgastada
A dor pesada da mágoa
Da tristeza de outrora
Plantada nos confins
Do baú da saudade
Do nosso castelo
Olho para ti
Mas não te vejo
Não sei quem és
Tudo porque...
Não me vejo a mim
Levanto a cabeça
Os teus olhos ressalvam
O negro sentido misterioso
Do sorriso vincado
Com a verdade momentânea
Olho para ti
Mas não te vejo
Não sei quem és
Tudo porque...
Não me vejo a mim
Uma lembrança repentina
Recordo o nosso passado
O cheiro a canela
Do incenso queimado
O odor dos corpos unidos
No banho aromatizado
Olho para ti
Mas não te vejo
Não sei quem és
Tudo porque...
Não me vejo a mim
Uma memória desgastada
A dor pesada da mágoa
Da tristeza de outrora
Plantada nos confins
Do baú da saudade
Do nosso castelo
Olho para ti
Mas não te vejo
Não sei quem és
Tudo porque...
Não me vejo a mim
segunda-feira, 14 de julho de 2008
A Esquina
Dobro a esquina daquela rua
Tão conhecida e familiar
Que me cumprimenta
Com um bom dia caloroso
E um sorriso estridente
A cada passagem
A cada movimento voluptuoso
Sem nada fazer ocultar.
O seu vento rodopia lentamente
Acompanhando meus passos
Energéticos e pesados
Que transpassam o ponto central
Daquela sua calçada de pedra
Forrada em tons cinzentos
Desgastada pelo tempo e pesar
Daqueles que a pisam sem um único olhar.
A dobra esguia e aguçada da parede
Transborda cores luminosas e abafadas
Formando sombras relutantes negras
Pequenas sillhuetas sem nexo
Perfeitamente impacientes na conquista
De mais um espaço, de mais um corpo
No dia daquela esquina veloz e transparente
Albarroada por tanta gente.
Tão conhecida e familiar
Que me cumprimenta
Com um bom dia caloroso
E um sorriso estridente
A cada passagem
A cada movimento voluptuoso
Sem nada fazer ocultar.
O seu vento rodopia lentamente
Acompanhando meus passos
Energéticos e pesados
Que transpassam o ponto central
Daquela sua calçada de pedra
Forrada em tons cinzentos
Desgastada pelo tempo e pesar
Daqueles que a pisam sem um único olhar.
A dobra esguia e aguçada da parede
Transborda cores luminosas e abafadas
Formando sombras relutantes negras
Pequenas sillhuetas sem nexo
Perfeitamente impacientes na conquista
De mais um espaço, de mais um corpo
No dia daquela esquina veloz e transparente
Albarroada por tanta gente.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Chamamento!
Chamas-me de mansinho
Para na tua cama me deitar
Enroscada no teu colo
Quente e familiar
Que me abriga e me segura
Quando mais preciso
Perto do teu olhar
Chamas-me de mansinho
Para nos teus braços me aconchegar
As tuas mãos entrelaçam no meu cabelo
Pequenas doçuras de eternas ternuras
Que me acalmam e me preenchem a alma
Com o silêncio abrasador
Do som do teu respirar
Chamas-me de mansinho
Para ao ouvido me falares
Das estrofes construídas ao luar
Ao sabor das ondas do teu viver
Onde me encontras e me salvas
Da escuridão momentânea
Seguindo as pegadas da tua visão
Para na tua cama me deitar
Enroscada no teu colo
Quente e familiar
Que me abriga e me segura
Quando mais preciso
Perto do teu olhar
Chamas-me de mansinho
Para nos teus braços me aconchegar
As tuas mãos entrelaçam no meu cabelo
Pequenas doçuras de eternas ternuras
Que me acalmam e me preenchem a alma
Com o silêncio abrasador
Do som do teu respirar
Chamas-me de mansinho
Para ao ouvido me falares
Das estrofes construídas ao luar
Ao sabor das ondas do teu viver
Onde me encontras e me salvas
Da escuridão momentânea
Seguindo as pegadas da tua visão
O vento sopra!
O vento sopra em rebuliço
Assobiando a cada passagem
Anunciando a sua chegada
Num festim encorajador
Como se em cada canto
Uma voz ficasse plantada
Livre para encantar
Para ser ouvida
Por cada passageiro
No seu recanto
As flores do jardim rodopiam
Bem a jeito enlouquecido
Enraivecido pelas várias frentes
Atraiçoado pelas vertentes
Do sopro temporal
Lançando o caos
A consequência da força
Na revolta para a luta
Da sobrevivência
No seu pedaço de terra
O céu negro acinzentado aproxima-se
Cumprimentando o sol radiante
Ofuscando os loucos
Dos olhares partilhados
Da encosta contemplada
A imagem perdida no horizonte
De sombras pintadas
Precisando do feixe luminoso
Do vento que sopra
No quadro de cores de pastel
Assobiando a cada passagem
Anunciando a sua chegada
Num festim encorajador
Como se em cada canto
Uma voz ficasse plantada
Livre para encantar
Para ser ouvida
Por cada passageiro
No seu recanto
As flores do jardim rodopiam
Bem a jeito enlouquecido
Enraivecido pelas várias frentes
Atraiçoado pelas vertentes
Do sopro temporal
Lançando o caos
A consequência da força
Na revolta para a luta
Da sobrevivência
No seu pedaço de terra
O céu negro acinzentado aproxima-se
Cumprimentando o sol radiante
Ofuscando os loucos
Dos olhares partilhados
Da encosta contemplada
A imagem perdida no horizonte
De sombras pintadas
Precisando do feixe luminoso
Do vento que sopra
No quadro de cores de pastel
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Borboleta
Uma verdinha alface
Borboleta de uma face
Em que flôr poisas tu?
Por que ventos és soprada
Ou por que vontade és arrastada
Em que flôr poisas tu?
Na frescura da manhã
Já o sol ficou teu fã,
E uma janela se abriu,
No parapeito já não estava
Ainda o dia começava,
Para onde ela fugiu?
Bate as asas borboleta,
Cá te espero no meu quintal,
Tenho cores claras e escuras,
Mas não tenho as tuas ternuras,
Em que flôr poisas tu afinal?
P.S - Poema feito para mim pelo Ruben (outro poeta)!
Borboleta de uma face
Em que flôr poisas tu?
Por que ventos és soprada
Ou por que vontade és arrastada
Em que flôr poisas tu?
Na frescura da manhã
Já o sol ficou teu fã,
E uma janela se abriu,
No parapeito já não estava
Ainda o dia começava,
Para onde ela fugiu?
Bate as asas borboleta,
Cá te espero no meu quintal,
Tenho cores claras e escuras,
Mas não tenho as tuas ternuras,
Em que flôr poisas tu afinal?
P.S - Poema feito para mim pelo Ruben (outro poeta)!
quinta-feira, 15 de maio de 2008
O sonho de sonhar
Abro de rompante a porta do quarto
Dois passos sem nexo
O meu corpo caí em cima da cama
Como uma pedra jogada
Brutalmente contra o chão
Olho para o relógio
Os ponteiros sorriem
Apresentam chamas imaginadas
Que ao promenor comovem
Olho em volta
O branco transparece a alma
Percorrendo sem lugar oportuno
Aquele pormenor íntimo
De encontro com o vivido
Sento-me no fundo da cama
Sorrio sem razão aparente
Mergulhando na escuridão
Do verdadeiro e não do crescente
Deito-me de novo
Fecho os olhos cerradamente
Para esquecer ou acordar
Apenas contemplar
A ilusão do que é ter
Poder ou querer
Compartilhar
O sonho de sonhar
Dois passos sem nexo
O meu corpo caí em cima da cama
Como uma pedra jogada
Brutalmente contra o chão
Olho para o relógio
Os ponteiros sorriem
Apresentam chamas imaginadas
Que ao promenor comovem
Olho em volta
O branco transparece a alma
Percorrendo sem lugar oportuno
Aquele pormenor íntimo
De encontro com o vivido
Sento-me no fundo da cama
Sorrio sem razão aparente
Mergulhando na escuridão
Do verdadeiro e não do crescente
Deito-me de novo
Fecho os olhos cerradamente
Para esquecer ou acordar
Apenas contemplar
A ilusão do que é ter
Poder ou querer
Compartilhar
O sonho de sonhar
terça-feira, 13 de maio de 2008
Verde Puro
Os teus olhos atraiçoam-te
Desmentem cada palavra
Cada sílaba que libertas vocalmente
Que jogas fora como se não soubesses
Que nada do que despejas é verdade
Talvez não seja...
Não porque não o saiba
Mas porque tu não o sabes
Porque pegas em cada pedra
E escreves o teu parecer
Constróis cada degrau
Da escadaria da tua vida
Com o apoio dos abaixo
Na alçada do já conquistado
Das lutas anteriores
Daquilo que foi, é e será
O verde puro
O vermelho dentro do verde
Transparece as lágrimas internas
Derramadas a cada estratégia
Delineada na escuridão momentânea
Onde ideias
Imagens
Momentos
Te assombram cruelmente
Não te deixando sorrir livremente
Não porque não o queiras
Mas porque não consegues
O sentimento subjacente é poderoso
Com maior intensidade de loucura
E não te permites ser feliz
Totalmente não
Apenas brevemente
Onde a verdade é apenas instântanea
No nosso mundo das bonecas
Ès uma ilha em constante erupção
Verdadeira e pura tal como o verde
Contens a força
A magnitude
A soberania
A magia
O encanto de cada paisagem
De cada recanto selvagem
Que possues
Mas não vês
Não porque não queres
Apenas porque não te deixas
Esplanar em todo o teu brilho
O glamour refugiado
Tudo porque pensas demais
Te privas das coisas
Desmentem cada palavra
Cada sílaba que libertas vocalmente
Que jogas fora como se não soubesses
Que nada do que despejas é verdade
Talvez não seja...
Não porque não o saiba
Mas porque tu não o sabes
Porque pegas em cada pedra
E escreves o teu parecer
Constróis cada degrau
Da escadaria da tua vida
Com o apoio dos abaixo
Na alçada do já conquistado
Das lutas anteriores
Daquilo que foi, é e será
O verde puro
O vermelho dentro do verde
Transparece as lágrimas internas
Derramadas a cada estratégia
Delineada na escuridão momentânea
Onde ideias
Imagens
Momentos
Te assombram cruelmente
Não te deixando sorrir livremente
Não porque não o queiras
Mas porque não consegues
O sentimento subjacente é poderoso
Com maior intensidade de loucura
E não te permites ser feliz
Totalmente não
Apenas brevemente
Onde a verdade é apenas instântanea
No nosso mundo das bonecas
Ès uma ilha em constante erupção
Verdadeira e pura tal como o verde
Contens a força
A magnitude
A soberania
A magia
O encanto de cada paisagem
De cada recanto selvagem
Que possues
Mas não vês
Não porque não queres
Apenas porque não te deixas
Esplanar em todo o teu brilho
O glamour refugiado
Tudo porque pensas demais
Te privas das coisas
As 3 badaladas!
As horas tocam no relógio de parede
1 badalada
O ruído sonoro é insurdecedor
2 badaladas
O som que provém do fundo
Longinquamente perto do meu ouvido
3 badaladas
Relembra tempos passados cruzados
Olho-vos
Visualizo uma imagem futuramente artística
Para contemplação corrente
De reflexão intemporal
Em que as horas passam
Os dias correm
Os anos...
Pequenos frutos tangíveis
Conquistados na batalha do tempo
Por entre guerrilhas internas compartilhadas
À mesa
No sofá
No carro
Debitamos jogos de palavras
Com sentido
Com entusiasmo
Com força na forma de construção
Ouvimo-nos
Ontem
Agora
Sempre
1 badalada
O ruído sonoro é insurdecedor
2 badaladas
O som que provém do fundo
Longinquamente perto do meu ouvido
3 badaladas
Relembra tempos passados cruzados
Olho-vos
Visualizo uma imagem futuramente artística
Para contemplação corrente
De reflexão intemporal
Em que as horas passam
Os dias correm
Os anos...
Pequenos frutos tangíveis
Conquistados na batalha do tempo
Por entre guerrilhas internas compartilhadas
À mesa
No sofá
No carro
Debitamos jogos de palavras
Com sentido
Com entusiasmo
Com força na forma de construção
Ouvimo-nos
Ontem
Agora
Sempre
sexta-feira, 9 de maio de 2008
Me, Myself and I!
Fecho a porta subtilmente
Arranco abruptamente sem destino
Apenas uma imagem percorro
Recupero da penumbra consciente
Aquela imagem tirada sem pestanejar
Fotografada naquele instante peculiar
Com ênfase monumental permanente
Imortalizando cada pormenor
Insconscientemente sentido
Insconsientemente percepcionado
Naquele momento
Naquele instante
Naquela sensação
Vislumbrada
Sem pressa
Sem tréguas
Sem réstea
De exuberância
Entro de rompance na rotunda
Na mesma rotunda de sempre
No alcatrão desgastado pela vivência
Destinado a possuir buracos eternamente
Confiante, rodopio vezes sem fim
Ao encontro da melhor saída
Daquele arrepio repentino
Do frio gelado e instantâneo
Que me imobiliza sem precedência
Sem qualquer sentido figurativo
E me povoa com a sua astúcia
Com conhecimento de causa
Para a consequente e eminente queda
Minha
Tua
De existir um acidente em cadeia
Onde a vida se cruza sem motivo aparente
E o destino prazeiroso sorri
Olho para o relógio do tempo
Aquele pedaço infernal de cor vermelha
Concentrado no enchimento da ampulheta
Reunindo e comandando os actos mais puros
Vendando corporalmente cada grão
Cada movimento profanado
O último grão de areia caí
Gradualmente
Lentamente
Ao encontro daqueles que o querem
Perdurando para aqueles que o vêem
Que entendem que aqueles segundos
Ganhos ou perdidos serão lembrados
Agora
Amanhã
Sozinhos
Acompanhados
Sempre ao encontro: Me, myself and I
Arranco abruptamente sem destino
Apenas uma imagem percorro
Recupero da penumbra consciente
Aquela imagem tirada sem pestanejar
Fotografada naquele instante peculiar
Com ênfase monumental permanente
Imortalizando cada pormenor
Insconscientemente sentido
Insconsientemente percepcionado
Naquele momento
Naquele instante
Naquela sensação
Vislumbrada
Sem pressa
Sem tréguas
Sem réstea
De exuberância
Entro de rompance na rotunda
Na mesma rotunda de sempre
No alcatrão desgastado pela vivência
Destinado a possuir buracos eternamente
Confiante, rodopio vezes sem fim
Ao encontro da melhor saída
Daquele arrepio repentino
Do frio gelado e instantâneo
Que me imobiliza sem precedência
Sem qualquer sentido figurativo
E me povoa com a sua astúcia
Com conhecimento de causa
Para a consequente e eminente queda
Minha
Tua
De existir um acidente em cadeia
Onde a vida se cruza sem motivo aparente
E o destino prazeiroso sorri
Olho para o relógio do tempo
Aquele pedaço infernal de cor vermelha
Concentrado no enchimento da ampulheta
Reunindo e comandando os actos mais puros
Vendando corporalmente cada grão
Cada movimento profanado
O último grão de areia caí
Gradualmente
Lentamente
Ao encontro daqueles que o querem
Perdurando para aqueles que o vêem
Que entendem que aqueles segundos
Ganhos ou perdidos serão lembrados
Agora
Amanhã
Sozinhos
Acompanhados
Sempre ao encontro: Me, myself and I
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Um...
Um banho aprumado
Um olhar de espelho
Um cheiro tropical
Uma lingerie preta
Uma atitude sedutora
Uma gota perfumada
Uma única borboleta
Um arranque de motor
Uma nota musical
Um timbre resgatado
Um último retoque
Um desvio de olhar
Uma sensação de aperto
Um clima no ar
Uma viagem alucinante
Uma sensação encalorada
Um toque exploratório
Um desejo selvagem
Um arrepio incontrolado
Um suspiro escondido
Um sonho acordado
Uma imagem criada
Uma sombra colorida
Um momento intangível
Uma viagem vertiginosa
Um brilhante olhar
Um intemporal mistério
Num beijo estrelar
Um olhar de espelho
Um cheiro tropical
Uma lingerie preta
Uma atitude sedutora
Uma gota perfumada
Uma única borboleta
Um arranque de motor
Uma nota musical
Um timbre resgatado
Um último retoque
Um desvio de olhar
Uma sensação de aperto
Um clima no ar
Uma viagem alucinante
Uma sensação encalorada
Um toque exploratório
Um desejo selvagem
Um arrepio incontrolado
Um suspiro escondido
Um sonho acordado
Uma imagem criada
Uma sombra colorida
Um momento intangível
Uma viagem vertiginosa
Um brilhante olhar
Um intemporal mistério
Num beijo estrelar
terça-feira, 6 de maio de 2008
Se o mar falasse...
Se o mar falasse
Um contador de histórias seria
Sentado à lareira
Deixando os seus ouvintes
Fantasiando
Imaginando
A cada palavra
A cada momento
A cada pensamento
As conquistas
As derrotas
As lágrimas
Os sorrisos
Daqueles que nele procuram
Uma resposta
Um desafio
Um alívo
Para a dor
Angústia
Paz
Alegria
Se o mar falasse
Milhões de história contaria
Entre ondas e turbilhões
A areia apoiaria
A loucura se instalava
Com os caranguejos
E os peixes
Em folia
Se o mar falasse
A minha hitória contaria
Todos os momentos
De alegria
Paixão
Amor
Dor
Angústia
Mágoa
Se o mar falasse
Diria que nele procuro
Momentos de reflexão
Isolamento
Que nele encontro
A resposta
Que necessito
Ou apenas
Anseio por ouvir
O mar...
Somos nós!
Um contador de histórias seria
Sentado à lareira
Deixando os seus ouvintes
Fantasiando
Imaginando
A cada palavra
A cada momento
A cada pensamento
As conquistas
As derrotas
As lágrimas
Os sorrisos
Daqueles que nele procuram
Uma resposta
Um desafio
Um alívo
Para a dor
Angústia
Paz
Alegria
Se o mar falasse
Milhões de história contaria
Entre ondas e turbilhões
A areia apoiaria
A loucura se instalava
Com os caranguejos
E os peixes
Em folia
Se o mar falasse
A minha hitória contaria
Todos os momentos
De alegria
Paixão
Amor
Dor
Angústia
Mágoa
Se o mar falasse
Diria que nele procuro
Momentos de reflexão
Isolamento
Que nele encontro
A resposta
Que necessito
Ou apenas
Anseio por ouvir
O mar...
Somos nós!
Vôo
Vôo bem alto,
Vôo bem longe,
Transito entre pensamentos,
Vagueio nas memórias,
Resgato momentos
De entre segundos
Que passei contigo.
Tudo parece um sonho
Fantasiado e imaginado,
Vezes sem conta.
Será retirado de um filme?
Sentimental e romântico?
Aconteceu de verdade?
Teus beijos doces...
Eternos apaixonados
Teu corpo no meu...
Como um só,
Um só desejo
Uma só alma
Tuas mãos tocando-me...
Tal como cetim
Sedoso e profundo
Massajando-me profundamente
Renasci...
Reencontrei-me de novo
Junto a ti!
Não hesito
Deixo-me guiar...
Por quem?
Não o vejo...
Sinto apenas.
Um toque mágico...
Profundo e apaixonado!
Vôo bem longe,
Transito entre pensamentos,
Vagueio nas memórias,
Resgato momentos
De entre segundos
Que passei contigo.
Tudo parece um sonho
Fantasiado e imaginado,
Vezes sem conta.
Será retirado de um filme?
Sentimental e romântico?
Aconteceu de verdade?
Teus beijos doces...
Eternos apaixonados
Teu corpo no meu...
Como um só,
Um só desejo
Uma só alma
Tuas mãos tocando-me...
Tal como cetim
Sedoso e profundo
Massajando-me profundamente
Renasci...
Reencontrei-me de novo
Junto a ti!
Não hesito
Deixo-me guiar...
Por quem?
Não o vejo...
Sinto apenas.
Um toque mágico...
Profundo e apaixonado!
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Sentada a teu lado
Sentada a teu lado
Os meus olhos percorrem
Cada canto…
Momento…
Milímetro do teu ser
À procura de um sinal
Daquele som de partida
Daquele ponto de chegada
Os meus olhos pedem
A minha boca exclama
Para te sentir
Para te tocar
Apenas…
Para te ter
Nos meus braços
No meu corpo
Deitada
Sem pressa
Enrolada
Em ti...
Sentada a teu lado
Sinto o teu calor
O exalar do ar quente
Que carregas
Que transpiras
Em todos os movimentos
A cada palavra
A cada respiração
As minhas mãos percorrem-te
O meu corpo acompanha
A minha mente viaja
Ao som da música
No balanço de cada nota
De cada ponto suspenso
No tempo
No espaço
Consumindo cada estrofe
Cada gesto
De tal ambíguidade
Que me enlouquece
Sentada a teu lado
O teu olhar percorre-me
Instalando-se sem pedir
Sem noção
Ou compreensão
À procura de autorização
Para o lançamento
Para a explosão
Os meus passos descompensados
Quebram sem noção
No momento primordial
No encontro secreto
Ao sabor da tua boca
Do gosto dos teus lábios
Do fugor exaltado
Da respiração acelarada
Que escapa
Que se sente
A cada movimento
Teu...
Os meus olhos percorrem
Cada canto…
Momento…
Milímetro do teu ser
À procura de um sinal
Daquele som de partida
Daquele ponto de chegada
Os meus olhos pedem
A minha boca exclama
Para te sentir
Para te tocar
Apenas…
Para te ter
Nos meus braços
No meu corpo
Deitada
Sem pressa
Enrolada
Em ti...
Sentada a teu lado
Sinto o teu calor
O exalar do ar quente
Que carregas
Que transpiras
Em todos os movimentos
A cada palavra
A cada respiração
As minhas mãos percorrem-te
O meu corpo acompanha
A minha mente viaja
Ao som da música
No balanço de cada nota
De cada ponto suspenso
No tempo
No espaço
Consumindo cada estrofe
Cada gesto
De tal ambíguidade
Que me enlouquece
Sentada a teu lado
O teu olhar percorre-me
Instalando-se sem pedir
Sem noção
Ou compreensão
À procura de autorização
Para o lançamento
Para a explosão
Os meus passos descompensados
Quebram sem noção
No momento primordial
No encontro secreto
Ao sabor da tua boca
Do gosto dos teus lábios
Do fugor exaltado
Da respiração acelarada
Que escapa
Que se sente
A cada movimento
Teu...
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