Não
Eu não quero mais
Chorar até mais não
Sentir saudades
Ter-te em pensamento
Sentir-te no coração
Não
Eu não quero mais
Saber que existes
Viver na ilusão
Pensar em nós
Naquele verão
Não
Eu não quero mais
Que sorrias
Que me olhes
Que me contes
A tua visão
Não
Eu não quero mais
Sentir ciumes
Ouvir a melodia
Do vulto negro
Que se apodera sem razão
Não
Eu não quero mais
Porque tinhas de voltar
Procurar-me de novo
Voltar ao passado
Esgotar-me de cansaço
Não
Eu não quero mais
Sentir-te do meu lado
Amar-te
Querer-te
Até à exaustão
Nunca deixes de observar...Se te sorriem, sorri também. Verás as coisas...diferentes!
quinta-feira, 24 de julho de 2008
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Hoje!
Hoje sinto uma explosão enorme de felicidade por saber que a pessoa que mais amei (para além da minha mãe claro! em que esse amor será para sempre eterno) num passado recente, encontrou outra pessoa! Ou pelo menos têm outra pessoa do seu lado para se apoiar, chorar, rir, sonhar e partilhar o dia-a-dia. Não vou esconder o facto do meu estômago ter ficado estranho e uma picada valente me ter estremecido o corpo e que durante breves segundos os meus olhos ficaram encharcados levando mesmo a que uma gota transborda-se e percorre-se o meu rosto! Senti-me nostálgica, pequena e grande ao mesmo tempo, não por estar triste mas por saber que apesar de todo o sofrimento aquilo que me lembro são das coisas boas e dos momentos felizes e alegres ao lado daquela pessoa que sabia ser o meu princípe encantado! Construí ruas, arquitectei casas, plantei árvores, colhi frutos e fui feliz! Isso é muito importante certo? Consegui mudar mentalidades e colocar 2 meninas (as minhas gatinhas) dentro do nosso espaço a qual nos apegámos e fazem dele neste momento fantoche.
Sim............fui e sou feliz!!
Obrigado por me agradeceres foi muito importante para mim o facto de saberes quem sou e que apesar dos maus momentos também foste feliz!!
"passei momentos contigo maravilhosos e fui muito feliz, conseguiste dar uma nova lufada de ar fresco e senti que também podia ser feliz apesar de sempre ter tido uma vida de dissabores e de coisas tristes, por isso te agradeço."
"por muito que estejamos separados nunca te esquecerei, mais uma vez obrigada por me teres feito sentir a pessoa mais feliz deste mundo"
"consegues fazer feliz qualquer homem mas tens de ter cuidado com algumas atitudes para n vires a estragar tudo"
Obrigado eu por me teres feito ver o que era amar de verdade!!
*************************************************************************************************
Para sempre tua
A Dupla
Uma descolagem abrupta
Com um bilhete sem regresso
Um amor sem fim
Que nem aos céus confesso
Abro as assas
Levanto o trem de aterragem
Vôo
Ao encontro do teu regresso
Num momento esperado
A chegada triunfal
Um castigo cruel
Uma traição imprópria
Um coração blindado
Uma aterragem forçada
Numa paisagem distante
Jamais imaginada (conscientemente)
Ou esquecida
Pelas razões mais óbvias
A vontade de uma subida ancestral
Transcende as razões mais óbvias
Escolhem motivos maiores
Com as suas próprias visões
P.S - Numa noite, após um jantar e dois dedos de conversa, uma caneta e o papel convidaram dois amigos a escrever (Eu e Tiago Silveirinha)
Com um bilhete sem regresso
Um amor sem fim
Que nem aos céus confesso
Abro as assas
Levanto o trem de aterragem
Vôo
Ao encontro do teu regresso
Num momento esperado
A chegada triunfal
Um castigo cruel
Uma traição imprópria
Um coração blindado
Uma aterragem forçada
Numa paisagem distante
Jamais imaginada (conscientemente)
Ou esquecida
Pelas razões mais óbvias
A vontade de uma subida ancestral
Transcende as razões mais óbvias
Escolhem motivos maiores
Com as suas próprias visões
P.S - Numa noite, após um jantar e dois dedos de conversa, uma caneta e o papel convidaram dois amigos a escrever (Eu e Tiago Silveirinha)
terça-feira, 22 de julho de 2008
A chuva
Lá fora a chuva caí
Limpa todos os pontos sujos
Das ruelas da cidade
Visto um casaco
Saío porta fora
Caminho sobre as lágrimas do dia
Deixo que elas me limpem também
Que lavem toda a sujidade
Que albergo
Que sinto
Na imensidão do desconhecido
Correm gotas pesadas
Carregadas de solidão constante
Àgua purificada e salgada
Pequenas saliências que deslizam
Sobre a face triunfante
Enfraquecendo na passagem
Cada poro vagabundo
Em busca da liberdade
Na ilusão de encontrar a felicidade
A determinação e a vontade
De crescer para aprender a viver
Chapinho como criança
Na poça de lama
Junto ao jardim de infância
Na esquina do cruzamento da esperança
Onde te encontro a passear o sorriso
Como se o prémio fosse
Aquele que ganhaste
Quando me empurraste
Na cadeira de baloiço
Destinada a perdurar
Na noite de luar
Procuro-te sem perguntar
Nem pensar, nem opinar
Se o amor é o conjunto
Que se compra na loja do fundo
Enraizada nos confins do baú
Onde me pertences e me encontras
Sem precisar de lutar
Onde me escondo de ti
Para aliviar e apaziguar
A chuva que caí
Oh belo poema para amar
Limpa todos os pontos sujos
Das ruelas da cidade
Visto um casaco
Saío porta fora
Caminho sobre as lágrimas do dia
Deixo que elas me limpem também
Que lavem toda a sujidade
Que albergo
Que sinto
Na imensidão do desconhecido
Correm gotas pesadas
Carregadas de solidão constante
Àgua purificada e salgada
Pequenas saliências que deslizam
Sobre a face triunfante
Enfraquecendo na passagem
Cada poro vagabundo
Em busca da liberdade
Na ilusão de encontrar a felicidade
A determinação e a vontade
De crescer para aprender a viver
Chapinho como criança
Na poça de lama
Junto ao jardim de infância
Na esquina do cruzamento da esperança
Onde te encontro a passear o sorriso
Como se o prémio fosse
Aquele que ganhaste
Quando me empurraste
Na cadeira de baloiço
Destinada a perdurar
Na noite de luar
Procuro-te sem perguntar
Nem pensar, nem opinar
Se o amor é o conjunto
Que se compra na loja do fundo
Enraizada nos confins do baú
Onde me pertences e me encontras
Sem precisar de lutar
Onde me escondo de ti
Para aliviar e apaziguar
A chuva que caí
Oh belo poema para amar
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Imagem do luar
Se pintor eu fosse
Representaria a imagem vidrada
Captada pelos teus olhos
Junto ao luar da madrugada
O brilho de um momento
Mágico e vibrante
Que te levou a suspirar
Por mais um instante
Além horizonte
Névoa deslumbrante
Ficaste seduzida
Pelo seu luar gritante
Lua cheia, lua brilhante
Deixaste a viajante
Rendida com encanto
Ao teu clarão ofegante
Sobre as casas, sobre o mar
A tua forma redonda
Aconchega os recantos
Do fugor retido no seu olhar
Se pintor eu fosse
Mil pinceladas precisaria
Para representar
A imagem do seu luar
Representaria a imagem vidrada
Captada pelos teus olhos
Junto ao luar da madrugada
O brilho de um momento
Mágico e vibrante
Que te levou a suspirar
Por mais um instante
Além horizonte
Névoa deslumbrante
Ficaste seduzida
Pelo seu luar gritante
Lua cheia, lua brilhante
Deixaste a viajante
Rendida com encanto
Ao teu clarão ofegante
Sobre as casas, sobre o mar
A tua forma redonda
Aconchega os recantos
Do fugor retido no seu olhar
Se pintor eu fosse
Mil pinceladas precisaria
Para representar
A imagem do seu luar
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Numa mesa de café
Numa esplanada à beira-mar
Duas chàvenas brancas fumegantes
Distraem dois jovens
Que estonteantemente conversam
Numa mesa de café
Na esplanada à beira-mar
Ela olha para ele
Sorri
Sem razão ou intenção
Apenas a celebração
Da grandeza que é ter vida
E viver
Possuir sentimentos
Ser emocional
Ser quem é
Sente uma forte batida
Desvia o olhar por segundos
O vazio instala-se
Como por segundos
E como por magia
Nada será como antes
Os promenores alteram
As personagens substuídas
Palavras consumidas
Ecoam em câmara lenta
E formam uma rede interactiva
De balões suspensos
Literalmente enjaulados
Numa esplanada à beira-mar
Dois copos gelidamente refrescantes
Distraem dois jovens
Que estonteantemente conversam
Numa mesa de café
Na esplanada à beira-mar
Ele olha para ela
Sorri
Sem razão ou intenção
Apenas a celebração
Da partilha daquele momento
Junto dela
Sabendo que não faz ideia
Do que ele pensa
De quem é
Os seus olhos brilham
Ele sabe que ela reparou
Apenas sorriu
Como que de um sinal se trate
Igual ao de um jogo de cartas
Em que o está em cima da mesa
É do conhecimento de ambos
E no fim o consumido
É de consentimento mútuo
Onde a mesa de café
Serve de bandeja
Para o entoar de suspiros
De dois corpos molhados
Numa esplanada à beira-mar
Dois beijos foram roubados
Ao sabor do mar salgado
Que serviu de cenário
Numa mesa de café
Na esplanada à beira-mar
Duas chàvenas brancas fumegantes
Distraem dois jovens
Que estonteantemente conversam
Numa mesa de café
Na esplanada à beira-mar
Ela olha para ele
Sorri
Sem razão ou intenção
Apenas a celebração
Da grandeza que é ter vida
E viver
Possuir sentimentos
Ser emocional
Ser quem é
Sente uma forte batida
Desvia o olhar por segundos
O vazio instala-se
Como por segundos
E como por magia
Nada será como antes
Os promenores alteram
As personagens substuídas
Palavras consumidas
Ecoam em câmara lenta
E formam uma rede interactiva
De balões suspensos
Literalmente enjaulados
Numa esplanada à beira-mar
Dois copos gelidamente refrescantes
Distraem dois jovens
Que estonteantemente conversam
Numa mesa de café
Na esplanada à beira-mar
Ele olha para ela
Sorri
Sem razão ou intenção
Apenas a celebração
Da partilha daquele momento
Junto dela
Sabendo que não faz ideia
Do que ele pensa
De quem é
Os seus olhos brilham
Ele sabe que ela reparou
Apenas sorriu
Como que de um sinal se trate
Igual ao de um jogo de cartas
Em que o está em cima da mesa
É do conhecimento de ambos
E no fim o consumido
É de consentimento mútuo
Onde a mesa de café
Serve de bandeja
Para o entoar de suspiros
De dois corpos molhados
Numa esplanada à beira-mar
Dois beijos foram roubados
Ao sabor do mar salgado
Que serviu de cenário
Numa mesa de café
Na esplanada à beira-mar
Rosto do passado
Nasce mais um dia
Que me cumprimenta
No primeiro abrir de olhos
Cheio de cores brilhantes
Que me aquece a face
No primeiro arfar
Do momento constante
O sol radiante acompanha-me
Ao longo das cruzilhadas temporais
E das reviravoltas travadas
Nos confrontos assinalados
Do quotidiano precário
Devorado mágicamente
Como um livro de crianças
Olho para o rosto do passado
Para a imagem fotografada
Pintada de fresco naquele momento
De luar sob a luz estrelar
Em que a sombra pairava
Como se a alma transcende-se o seu lugar
Sem um suspiro soltar
Nasce mais uma noite
Sorrindo voluntariamente
Com todas as suas tropas luminosas
Fazendo brilhar o vigor secular
Das viagens territoriais
Perdidas nos recantos
Dos seus dois olhos
Que me cumprimenta
No primeiro abrir de olhos
Cheio de cores brilhantes
Que me aquece a face
No primeiro arfar
Do momento constante
O sol radiante acompanha-me
Ao longo das cruzilhadas temporais
E das reviravoltas travadas
Nos confrontos assinalados
Do quotidiano precário
Devorado mágicamente
Como um livro de crianças
Olho para o rosto do passado
Para a imagem fotografada
Pintada de fresco naquele momento
De luar sob a luz estrelar
Em que a sombra pairava
Como se a alma transcende-se o seu lugar
Sem um suspiro soltar
Nasce mais uma noite
Sorrindo voluntariamente
Com todas as suas tropas luminosas
Fazendo brilhar o vigor secular
Das viagens territoriais
Perdidas nos recantos
Dos seus dois olhos
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Olho para ti
Uma sombra acompanha-me
Levanto a cabeça
Os teus olhos ressalvam
O negro sentido misterioso
Do sorriso vincado
Com a verdade momentânea
Olho para ti
Mas não te vejo
Não sei quem és
Tudo porque...
Não me vejo a mim
Uma lembrança repentina
Recordo o nosso passado
O cheiro a canela
Do incenso queimado
O odor dos corpos unidos
No banho aromatizado
Olho para ti
Mas não te vejo
Não sei quem és
Tudo porque...
Não me vejo a mim
Uma memória desgastada
A dor pesada da mágoa
Da tristeza de outrora
Plantada nos confins
Do baú da saudade
Do nosso castelo
Olho para ti
Mas não te vejo
Não sei quem és
Tudo porque...
Não me vejo a mim
Levanto a cabeça
Os teus olhos ressalvam
O negro sentido misterioso
Do sorriso vincado
Com a verdade momentânea
Olho para ti
Mas não te vejo
Não sei quem és
Tudo porque...
Não me vejo a mim
Uma lembrança repentina
Recordo o nosso passado
O cheiro a canela
Do incenso queimado
O odor dos corpos unidos
No banho aromatizado
Olho para ti
Mas não te vejo
Não sei quem és
Tudo porque...
Não me vejo a mim
Uma memória desgastada
A dor pesada da mágoa
Da tristeza de outrora
Plantada nos confins
Do baú da saudade
Do nosso castelo
Olho para ti
Mas não te vejo
Não sei quem és
Tudo porque...
Não me vejo a mim
segunda-feira, 14 de julho de 2008
A Esquina
Dobro a esquina daquela rua
Tão conhecida e familiar
Que me cumprimenta
Com um bom dia caloroso
E um sorriso estridente
A cada passagem
A cada movimento voluptuoso
Sem nada fazer ocultar.
O seu vento rodopia lentamente
Acompanhando meus passos
Energéticos e pesados
Que transpassam o ponto central
Daquela sua calçada de pedra
Forrada em tons cinzentos
Desgastada pelo tempo e pesar
Daqueles que a pisam sem um único olhar.
A dobra esguia e aguçada da parede
Transborda cores luminosas e abafadas
Formando sombras relutantes negras
Pequenas sillhuetas sem nexo
Perfeitamente impacientes na conquista
De mais um espaço, de mais um corpo
No dia daquela esquina veloz e transparente
Albarroada por tanta gente.
Tão conhecida e familiar
Que me cumprimenta
Com um bom dia caloroso
E um sorriso estridente
A cada passagem
A cada movimento voluptuoso
Sem nada fazer ocultar.
O seu vento rodopia lentamente
Acompanhando meus passos
Energéticos e pesados
Que transpassam o ponto central
Daquela sua calçada de pedra
Forrada em tons cinzentos
Desgastada pelo tempo e pesar
Daqueles que a pisam sem um único olhar.
A dobra esguia e aguçada da parede
Transborda cores luminosas e abafadas
Formando sombras relutantes negras
Pequenas sillhuetas sem nexo
Perfeitamente impacientes na conquista
De mais um espaço, de mais um corpo
No dia daquela esquina veloz e transparente
Albarroada por tanta gente.
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Chamamento!
Chamas-me de mansinho
Para na tua cama me deitar
Enroscada no teu colo
Quente e familiar
Que me abriga e me segura
Quando mais preciso
Perto do teu olhar
Chamas-me de mansinho
Para nos teus braços me aconchegar
As tuas mãos entrelaçam no meu cabelo
Pequenas doçuras de eternas ternuras
Que me acalmam e me preenchem a alma
Com o silêncio abrasador
Do som do teu respirar
Chamas-me de mansinho
Para ao ouvido me falares
Das estrofes construídas ao luar
Ao sabor das ondas do teu viver
Onde me encontras e me salvas
Da escuridão momentânea
Seguindo as pegadas da tua visão
Para na tua cama me deitar
Enroscada no teu colo
Quente e familiar
Que me abriga e me segura
Quando mais preciso
Perto do teu olhar
Chamas-me de mansinho
Para nos teus braços me aconchegar
As tuas mãos entrelaçam no meu cabelo
Pequenas doçuras de eternas ternuras
Que me acalmam e me preenchem a alma
Com o silêncio abrasador
Do som do teu respirar
Chamas-me de mansinho
Para ao ouvido me falares
Das estrofes construídas ao luar
Ao sabor das ondas do teu viver
Onde me encontras e me salvas
Da escuridão momentânea
Seguindo as pegadas da tua visão
O vento sopra!
O vento sopra em rebuliço
Assobiando a cada passagem
Anunciando a sua chegada
Num festim encorajador
Como se em cada canto
Uma voz ficasse plantada
Livre para encantar
Para ser ouvida
Por cada passageiro
No seu recanto
As flores do jardim rodopiam
Bem a jeito enlouquecido
Enraivecido pelas várias frentes
Atraiçoado pelas vertentes
Do sopro temporal
Lançando o caos
A consequência da força
Na revolta para a luta
Da sobrevivência
No seu pedaço de terra
O céu negro acinzentado aproxima-se
Cumprimentando o sol radiante
Ofuscando os loucos
Dos olhares partilhados
Da encosta contemplada
A imagem perdida no horizonte
De sombras pintadas
Precisando do feixe luminoso
Do vento que sopra
No quadro de cores de pastel
Assobiando a cada passagem
Anunciando a sua chegada
Num festim encorajador
Como se em cada canto
Uma voz ficasse plantada
Livre para encantar
Para ser ouvida
Por cada passageiro
No seu recanto
As flores do jardim rodopiam
Bem a jeito enlouquecido
Enraivecido pelas várias frentes
Atraiçoado pelas vertentes
Do sopro temporal
Lançando o caos
A consequência da força
Na revolta para a luta
Da sobrevivência
No seu pedaço de terra
O céu negro acinzentado aproxima-se
Cumprimentando o sol radiante
Ofuscando os loucos
Dos olhares partilhados
Da encosta contemplada
A imagem perdida no horizonte
De sombras pintadas
Precisando do feixe luminoso
Do vento que sopra
No quadro de cores de pastel
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Borboleta
Uma verdinha alface
Borboleta de uma face
Em que flôr poisas tu?
Por que ventos és soprada
Ou por que vontade és arrastada
Em que flôr poisas tu?
Na frescura da manhã
Já o sol ficou teu fã,
E uma janela se abriu,
No parapeito já não estava
Ainda o dia começava,
Para onde ela fugiu?
Bate as asas borboleta,
Cá te espero no meu quintal,
Tenho cores claras e escuras,
Mas não tenho as tuas ternuras,
Em que flôr poisas tu afinal?
P.S - Poema feito para mim pelo Ruben (outro poeta)!
Borboleta de uma face
Em que flôr poisas tu?
Por que ventos és soprada
Ou por que vontade és arrastada
Em que flôr poisas tu?
Na frescura da manhã
Já o sol ficou teu fã,
E uma janela se abriu,
No parapeito já não estava
Ainda o dia começava,
Para onde ela fugiu?
Bate as asas borboleta,
Cá te espero no meu quintal,
Tenho cores claras e escuras,
Mas não tenho as tuas ternuras,
Em que flôr poisas tu afinal?
P.S - Poema feito para mim pelo Ruben (outro poeta)!
quinta-feira, 15 de maio de 2008
O sonho de sonhar
Abro de rompante a porta do quarto
Dois passos sem nexo
O meu corpo caí em cima da cama
Como uma pedra jogada
Brutalmente contra o chão
Olho para o relógio
Os ponteiros sorriem
Apresentam chamas imaginadas
Que ao promenor comovem
Olho em volta
O branco transparece a alma
Percorrendo sem lugar oportuno
Aquele pormenor íntimo
De encontro com o vivido
Sento-me no fundo da cama
Sorrio sem razão aparente
Mergulhando na escuridão
Do verdadeiro e não do crescente
Deito-me de novo
Fecho os olhos cerradamente
Para esquecer ou acordar
Apenas contemplar
A ilusão do que é ter
Poder ou querer
Compartilhar
O sonho de sonhar
Dois passos sem nexo
O meu corpo caí em cima da cama
Como uma pedra jogada
Brutalmente contra o chão
Olho para o relógio
Os ponteiros sorriem
Apresentam chamas imaginadas
Que ao promenor comovem
Olho em volta
O branco transparece a alma
Percorrendo sem lugar oportuno
Aquele pormenor íntimo
De encontro com o vivido
Sento-me no fundo da cama
Sorrio sem razão aparente
Mergulhando na escuridão
Do verdadeiro e não do crescente
Deito-me de novo
Fecho os olhos cerradamente
Para esquecer ou acordar
Apenas contemplar
A ilusão do que é ter
Poder ou querer
Compartilhar
O sonho de sonhar
terça-feira, 13 de maio de 2008
Verde Puro
Os teus olhos atraiçoam-te
Desmentem cada palavra
Cada sílaba que libertas vocalmente
Que jogas fora como se não soubesses
Que nada do que despejas é verdade
Talvez não seja...
Não porque não o saiba
Mas porque tu não o sabes
Porque pegas em cada pedra
E escreves o teu parecer
Constróis cada degrau
Da escadaria da tua vida
Com o apoio dos abaixo
Na alçada do já conquistado
Das lutas anteriores
Daquilo que foi, é e será
O verde puro
O vermelho dentro do verde
Transparece as lágrimas internas
Derramadas a cada estratégia
Delineada na escuridão momentânea
Onde ideias
Imagens
Momentos
Te assombram cruelmente
Não te deixando sorrir livremente
Não porque não o queiras
Mas porque não consegues
O sentimento subjacente é poderoso
Com maior intensidade de loucura
E não te permites ser feliz
Totalmente não
Apenas brevemente
Onde a verdade é apenas instântanea
No nosso mundo das bonecas
Ès uma ilha em constante erupção
Verdadeira e pura tal como o verde
Contens a força
A magnitude
A soberania
A magia
O encanto de cada paisagem
De cada recanto selvagem
Que possues
Mas não vês
Não porque não queres
Apenas porque não te deixas
Esplanar em todo o teu brilho
O glamour refugiado
Tudo porque pensas demais
Te privas das coisas
Desmentem cada palavra
Cada sílaba que libertas vocalmente
Que jogas fora como se não soubesses
Que nada do que despejas é verdade
Talvez não seja...
Não porque não o saiba
Mas porque tu não o sabes
Porque pegas em cada pedra
E escreves o teu parecer
Constróis cada degrau
Da escadaria da tua vida
Com o apoio dos abaixo
Na alçada do já conquistado
Das lutas anteriores
Daquilo que foi, é e será
O verde puro
O vermelho dentro do verde
Transparece as lágrimas internas
Derramadas a cada estratégia
Delineada na escuridão momentânea
Onde ideias
Imagens
Momentos
Te assombram cruelmente
Não te deixando sorrir livremente
Não porque não o queiras
Mas porque não consegues
O sentimento subjacente é poderoso
Com maior intensidade de loucura
E não te permites ser feliz
Totalmente não
Apenas brevemente
Onde a verdade é apenas instântanea
No nosso mundo das bonecas
Ès uma ilha em constante erupção
Verdadeira e pura tal como o verde
Contens a força
A magnitude
A soberania
A magia
O encanto de cada paisagem
De cada recanto selvagem
Que possues
Mas não vês
Não porque não queres
Apenas porque não te deixas
Esplanar em todo o teu brilho
O glamour refugiado
Tudo porque pensas demais
Te privas das coisas
As 3 badaladas!
As horas tocam no relógio de parede
1 badalada
O ruído sonoro é insurdecedor
2 badaladas
O som que provém do fundo
Longinquamente perto do meu ouvido
3 badaladas
Relembra tempos passados cruzados
Olho-vos
Visualizo uma imagem futuramente artística
Para contemplação corrente
De reflexão intemporal
Em que as horas passam
Os dias correm
Os anos...
Pequenos frutos tangíveis
Conquistados na batalha do tempo
Por entre guerrilhas internas compartilhadas
À mesa
No sofá
No carro
Debitamos jogos de palavras
Com sentido
Com entusiasmo
Com força na forma de construção
Ouvimo-nos
Ontem
Agora
Sempre
1 badalada
O ruído sonoro é insurdecedor
2 badaladas
O som que provém do fundo
Longinquamente perto do meu ouvido
3 badaladas
Relembra tempos passados cruzados
Olho-vos
Visualizo uma imagem futuramente artística
Para contemplação corrente
De reflexão intemporal
Em que as horas passam
Os dias correm
Os anos...
Pequenos frutos tangíveis
Conquistados na batalha do tempo
Por entre guerrilhas internas compartilhadas
À mesa
No sofá
No carro
Debitamos jogos de palavras
Com sentido
Com entusiasmo
Com força na forma de construção
Ouvimo-nos
Ontem
Agora
Sempre
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